Aumenta o temor que Cunha fale sobre tráfico de influência na CEF e liberação de recursos do FGTS

A possibilidade de delação premiada de Eduardo Cunha continua dando dor de cabeça a políticos e empresários, principalmente da área imobiliária e construção civil.

Haveriam ainda dezenas de nomes a serem citados, todos eles embrenhados nas articulações de Cunha junto a CEF e a manipulação do Fundo do FGTS, com liberação de verbas milionárias, em troca de propinas e vantagens.

O temor de que Cunha “fale”, aumenta dia a dia.

Segundo a ISTO É, o material foi apreendido na Operação Catilinárias, deflagrada em dezembro de 2015 pela PF em conjunto com a Procuradoria-Geral da República.

Após uma minuciosa análise, a PF enviou os relatórios ao Supremo Tribunal Federal no fim do ano passado.

São listados 94 itens apreendidos na residência oficial do então presidente da Câmara. Celulares, pendrives, aparelhos eletrônicos e muitos documentos comprometedores, que reforçam as suspeitas contra o peemedebista e seus “associados”.

Segundo a revista, Cunha guardava consigo, por exemplo, tabelas e relatórios sigilosos de demandas de dezenas de políticos amigos, empresários e empresas junto à Caixa e o Fundo do FGTS.

São mais de 50 empresas citadas, que poderiam estar sob influência do peemedebista.

A maior parte era relacionada à vice-presidência de Fábio Cleto, apadrinhado de Cunha na estatal, que confessou que o peemedebista cobrava propina das empresas em troca dos recursos da Caixa.

ISTO É destaca que  um dos documentos foi considerado batom na cueca para os investigadores.

Trata-se de um ofício de Cleto dirigido a área de liberação de recursos do FGTS recomendando a aprovação de um aporte de R$ 3,5 bilhões no Porto Maravilha, projeto a cargo da Carioca Engenharia, OAS e Odebrecht.

O empresário Ricardo Pernambuco, da Carioca Engenharia, já teria revelado em delação premiada detalhes, ainda sigilosos, sobre os envolvidos nessa operação fraudulenta.

Estaria nas mãos da PF informações de que para contemplar amigos indicados politicamente, Cunha teria lista, com nomes já definidos, para nove cargos de comando no governo federal: três na Caixa, dois no Ministério da Agricultura, um no DNPM( Departamento Nacional da Produção Mineral), um na Infraero, um na Funasa e um no Departamento Nacional de Obras contra as Secas.

Aponta também “novas demandas”, como uma diretoria no BNDES e uma vice-presidência no Banco do Brasil.

Interlocutores que o visitaram recentemente dizem que o ex-deputado Eduardo Cunha ainda não se convenceu totalmente sobre um possível acordo de delação premiada.

Mas esta pode ser a única saída, caso ele queira reduzir o tempo de sua estada na cadeia.

Observe-se que, segundo a ISTO É,  os documentos e conversas apreendidas pela PF  não podem ser considerados como aptos a ensejar um juízo desfavorável, em relação a possíveis nomes citados e  investigados.

Qualquer acusação dependerá, ainda, de provas mais convincentes.

No momento seriam apenas indícios, salvo se Cunha fornecer mais detalhes, em delação premiada.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s