Fim de impostos e isenções discutido na Câmara, para saber quem pagará a conta da Previdência

Mônica Bergamo

A Câmara dos Deputados deve discutir o fim de todo e qualquer imposto ou contribuição ligados ao financiamento previdenciário no país.

O tema será debatido pela comissão que analisará a reforma da Previdência a partir de fevereiro.

BURACO FECHADO – As renúncias fiscais que impactam a Previdência chegam a cerca de R$ 43 bilhões, o que equivale a algo como 30% do rombo do INSS.

NA RODA – O tema é polêmico, já que afeta igrejas, micro e pequenas empresas e setores do agronegócio, que têm bancadas fortes no Congresso.

CRAVO E FERRADURA – Parlamentares que devem integrar a comissão, e que são da base do governo, no entanto, acreditam que, ao combater os ralos por onde escorre o dinheiro da Previdência, será mais fácil impor medidas impopulares como o aumento da idade mínima para a aposentadoria.

PARA O ALTO – A proposta, que incluiria o veto em artigo da Constituição, radicaliza iniciativa do próprio governo, que faz um pente-fino nas isenções para aumentar a arrecadação.

COLATERAL – No governo já havia quem defendesse a proposta do fim das isenções.

Mas a equipe do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, bateu o pé: isso poderia forçar uma compensação de tributos para setores afetados que acabaria se transformando em uma minirreforma tributária.

Opinião do blog – Não se discute que a reforma da previdência é absolutamente necessária para equilibrar as contas nacionais.

Todavia, o “” está em quem irá pagar a conta para tapar o “buraco financeiro”.

Não será justo que o ônus recaia nas costas do servidor público, absolutamente útil à Nação, trabalhadores e inativos.

Todos esses pagaram a Previdência regularmente ao longo de suas vidas.

Quem deixou de pagar foi o governo, que não recolheu a sua parte e o altíssimo índice de inadimplência e sonegação, com valores exorbitantes inscritos na dívida ativa.

Sem falar, nas isenções e incentivos, que não geraram empregos, nem atingiram os seus objetivos.

É necessário dividir essa responsabilidade, para que não se cometa irreparável injustiça com os mais pobres e a classe média do país.

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