Raul Seixas previu, a solução é alugar o Brasil

Fernanda Torres

João Doria bem que podia ter se valido dos versos de “Aluga-se”, do roqueiro, para embalar o vídeo que encomendou para ser exibido nos Emirados Árabes, a fim de atrair investidores interessados nas privatizações que ocorrerão, numa escala nunca antes vista, no largest financial center in the Southern Hemisphere. Interlagos, Pacaembu, Anhembi, Ibirapuera, o Mercado Central, a malha de transporte e até os cemitérios estão lá, for sale.

Um mar de oportunidades na cidade que acolhe 50% dos billionaires do país, diz o anúncio.

Deu até inveja de o Doria ter o que vender.

O Rio de Janeiro não pode ser dar a esse luxo.

O rombo de mais de R$ 100 bilhões não permite.

Ao governo acéfalo de Pezão e companhia, resta apenas o refrão:

“Nós não vamos pagar nada…”.

Enquanto Doria negocia São Paulo nas arábias, proponho liquidar o Rio por aqui mesmo.

Os paulistas arrematariam o sul do Estado e a capital, numa transação que incluiria a deslumbrante baía de Angra e Paraty, a usina nuclear, além dos cartões-postais da Cidade Maravilhosa.

A região serrana caberia aos mineiros, que ainda conquistariam um acesso ao mar, caso a crise recente afaste o interesse do Espírito Santo na região norte.

O agraciado açambarcaria o polo petrolífero de Campos, ciente de que levaria Garotinho no pacote.

A derrocada que começou com a transferência da capital para Brasília terminaria num leilão sumário, e o Rio de Janeiro se tornaria um nome afetivo, tão saudoso quanto o da antiga Guanabara.

Seria esse o plano de Juscelino?

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