Recessão faz quase um milhão de famílias voltarem ao Bolsa Família

O Banco Mundial  que a crise econômica pode levar a um número ainda maior de brasileiros para abaixo da linha de pobreza até o fim do ano.

Segundo um estudo da instituição publicado recentemente, o número de pessoas vivendo na pobreza no país aumentará entre 2,5 milhões e 3,6 milhões.

Ainda conforme o Banco Mundial, a maior parte dos “novos pobres” virá de áreas urbanas.

O estudo considerou abaixo da linha da pobreza as pessoas que vivem com menos de 140 reais ao mês.

Nessa categoria, há ainda a extrema pobreza, que contempla os brasileiros que vivem com menos de 70 reais.

Nesta última classificação, o Brasil passaria de 6,8 milhões em 2015 para 8,5 milhões em 2017.

Na leitura geral, a expectativa é que 11,8 milhões de pessoas desçam um ou mais degraus na escala da pobreza, fruto da atual recessão.

Para tentar frear o crescimento da pobreza, o Banco Mundial recomenda a expansão do Bolsa Família.

Segundo a instituição, o orçamento do programa, que representa 2,3% da despesa geral da União, deveria crescer acima da inflação para ampliar a cobertura e atender ao número crescente de pobres.

“[O Bolsa Família] passaria de um programa redistributivo eficaz para um verdadeiro programa de rede de proteção, flexível o suficiente para expandir a cobertura aos domicílios de ‘novos pobres’ surgidos da crise”, destacou o Banco Mundial no estudo.

No cenário mais otimista, segundo os cálculo da instituição, o valor do programa deveria subir 4,73% acima da inflação acumulada entre 2015 e 2017.

Na previsão mais pessimista, a alta deveria ser 6,9% superior à inflação.

A estimativa do orçamento necessário em 2017, segundo o Banco Mundial, é de 30,41 bilhões de reais. Este ano, a previsão orçamentária do Bolsa Família, no entanto, é de 29,3 bilhões de reais.

Em 2016, o programa teve orçamento de 28,8 bilhões.

O estudo foi criticado pelo ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, que afirmou, que a expansão do programa será determinada pela demanda.

“Quem diz que alguém está precisando do Bolsa Família é o Cadastro Único do município.

O Banco Mundial fez uma afirmação baseada em dados de 2015 e 2016. Não considerou o zeramento da fila. Não temos ninguém hoje que precisa fora do Bolsa Família”, defendeu em coletiva de imprensa no Rio de Janeiro.

O ministro explicou que no ano passado 1,5 milhão de famílias deixaram o programa após o Governo aprimorar os mecanismos de controle dos critérios para participar do Bolsa Família. (EL PAÍS)

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