Partidos “barganham” tempo da propaganda eleitoral na TV, em verdadeiro “mercado persa”

Globo

Uma das denúncias investigadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a chapa Dilma Rousseff e Michel Temer, na eleição de 2014, refere-se ao pagamento em caixa 2 feito pela Odebrecht.

O dinheiro teria sido destinado a pequenos partidos que se uniram à coligação, e assim ajudaram a ampliar o tempo da propaganda eleitoral na TV da ex-presidente. (

Nesta terça-feira, o TSE deu mais tempo para a defesa da chapa Dilma-Temer)

As negociações entre os partidos para formar coligações no Brasil têm como um dos principais motivos a distribuição do tempo de televisão para a propaganda eleitoral.

Isso ocorre porque a legislação eleitoral define que 1/3 do tempo da propaganda é distribuído igualitariamente entre os partidos (não coligados) e as coligações.

No caso da eleição de 2014, essa parte representou 45 segundos para cada um.

Os outros 2/3 do tempo são distribuídos segundo a bancada eleita na eleição anterior de cada partido.

Assim, um partido que se coligou em 2014 ajudou a ampliar o tempo total da coligação da qual fez parte, segundo o tamanho da sua bancada eleita em 2010.

Por isso, os partidos são tão cobiçados na hora de formar coligações.

O tempo na televisão que eles ajudam a somar reduz o espaço de comunicação dos adversários.

Ou seja, os partidos são parte da estratégia de campanha das coligações.

As siglas transformam-se em verdadeiro mercado persa.

Uma vergonha nacional.

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