Conheça o sistema financeiro islâmico, onde não há cobrança de juros

Em tempos de recessão profunda, os investimentos estrangeiros são uma das melhores opções para recolocar o Brasil nos trilhos.

E há fundos trilionários inexplorados pelo Brasil com enorme potencial para aplicações em áreas como infraestrutura e reestruturação de dívida.

Somente no mundo islâmico, há um montante de US$ 2,2 trilhões.

Quem acredita que religião e economia não se alinham, desconhece o sistema financeiro muçulmano, que segue um rigoroso padrão de regras e princípios éticos aplicados aos aspectos de vida, tendo como principais fontes o Alcorão — livro sagrado — e a Suna — conjunto de práticas, exemplos e falas do profeta Maomé.

A aplicação dos conceitos religiosos nas finanças surpreende sistemas financeiros ocidentais, como o brasileiro.

Em um país onde a taxa média de juros entre todas as linhas de crédito às famílias é de 53,2% ao ano, e a do cheque especial é de 337%, impressiona o fato de os muçulmanos não cobrarem juros em financiamentos.

Para eles, a cobrança é considerada usura, prática reprovável sob os conceitos de moralidade por não estar relacionada a algum tipo de trabalho.

O advogado Fabiano Jantalia, sócio do escritório Jantalia, Valadares & Arruda, estudou a fundo as finanças islâmicas em tese de doutorado e explica que os muçulmanos seguem preceitos ligados ao comércio.

“O mundo econômico para eles gira em torno dessa atividade.

Como não consideram o dinheiro uma mercadoria, não pode ser objeto de comércio.

O capital deve estar sempre relacionado a algum tipo de atividade produtiva”, justifica.

Os muçulmanos são empreendedores natos. Seguem à risca princípios que vedam a incerteza. “

Eles gostam de correr risco”, afirma Jantalia. No entanto, não investem em operações com propósitos especulativos.

O retorno dos recursos aplicados pelos conceitos das finanças islâmicas pode vir de diferentes formas.

No Brasil, uma maneira seria por meio de participação nos lucros em créditos concedidos a empresas.

“O banco vira parceiro, partilhando os riscos com o sócio. Passaria, então, a ter o direito de participação dos resultados do empreendimento”, explica Jantalia. (CB)

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