Política brasileira corre o risco de substituir ideias e propostas pelo “marketing” eleitoral

Do editor

A crise brasileira está fazendo surgir novos modelos, em várias áreas, inclusive na política.

Diante da decepção popular com a classe política, vale tudo nos acenos à popularidade, como forma de galgar cargos e posições.

Uma regra está se cristalizando.

Política no Brasil não serão mais ideias, propostas, convicções, mas sim exclusivamente marketing.

Seria, por exemplo, um empresário não se preocupar com a qualidade do seu produto, mas unicamente a forma de apresentá-lo ao consumidor.

A partir da eleição do prefeito João Doria em SP, essa regra se consolida, dia a dia.

Não se discute se o prefeito paulista está agindo certo ou errado, em sua administração.

Existirão acertos e equívocos.

A abordagem é de que a única preocupação que transparece é a de seguir regras de marketing e comportar-se segundo as pesquisas recomendam.

Essa conduta gera o “efeito imitação”.

Se “pega“, a política brasileira vai acabar de deteriorar-se .

A médio e longo prazo a degeneração dos costumes será inevitável, pois ao invés do “produto final”, prevalecerão sempre os “rótulos” eleitorais, mantendo-se o risco da propaganda enganosa.

Assim sendo, estaremos a um passo para o surgimento no país de um Silvio Berlusconi.

Choro por ti Brasil!

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