Odebrecht pagou R$ 50 mi por MPs do “Refis da Crise” e abatimento de prejuízo contábil em 2009

Um pagamento de R$ 50 milhões para o PT garantiu à Odebrecht não apenas a edição da Medida Provisória (MP) que criou o Refis da Crise, mas a reedição da MP para que a empresa pudesse abater o prejuízo contábil que teve em 2009.

Num dos depoimentos ao Ministério Público Federal (MPF), o empreiteiro Marcelo Odebrecht conta que os pagamentos eram feitos para o marqueiteiro João Santana e para o então tesoureiro do partido João Vaccari Neto.

Disse que — a pedido da ex-presidente Dilma Rousseff — o dinheiro começou a ser repassado para Edinho Silva, que assumiu o posto de tesoureiro da campanha da presidente em 2014.

Parte do dinheiro acabou na campanha do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad.

Marcelo contou que numa conversa com o então ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre a MP, o petista disse que tinha uma expectativa de contribuição para a campanha de 2010 da presidente Dilma.

Mantega teria escrito num papel o valor de R$ 50 milhões.

Esse dinheiro, segundo o delato, foi o primeiro crédito que houve na conta “Italiano”.

— Esse crédito foi decorrente do apoio do Palocci e do Guido, que acabou gerando o Refis da Crise — disse Marcelo.

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