Separar o caixa 2 das acusações de corrupção virou obsessão no Congresso

Lydia Medeiros

Desde que as primeiras informações sobre as delações de executivos de empreiteiras vieram à tona na Lava-Jato, separar o joio do trigo tornou-se desejo recorrente nas rodas de políticos em Brasília.

E quando os integrantes da linha de comando da Odebrecht nivelaram todos como corruptos, sem agravantes ou atenuantes, essa separação virou uma obsessão.

No Congresso, já houve tentativas veladas de aprovar uma anistia ampla, geral e irrestrita aos crimes delatados. Não foi e nem será possível.

Tanto que não se materializou projeto algum que tenha a palavra anistia impressa.

E não há parlamentar — pelo menos até aqui — que se disponha a colocar sua assinatura em tal proposta.

Daqui em diante, os acusados têm dois problemas: um é político, e dificilmente terá solução, diante da extensão das denúncias e do impacto provocado na opinião pública.

O outro é jurídico.

Uma batalha nos tribunais que pode levar anos.

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