Congresso subjugado: bancada da Odebrecht era a mais poderosa entre deputados e senadores

Veja

“Em geral, você não tem uma relação sustentável naquele toma lá dá cá. Se você chegasse para o deputado ‘Pô, me apoia aqui’. Toda hora que você pede um apoio o cara diz ‘Eu quero tanto’.

Não é uma relação sustentável.

Em geral, aquelas relações mais duradouras são as relações que ficam: o cara sempre te ajuda e você está sempre ajudando ele.”

Foi assim, nas palavras de Marcelo Odebrecht, que, durante décadas, maior empreiteira do país foi consolidando influência e poder dentro do Congresso Nacional, em nível só comparável ao de grandes partidos.

O método era simples e eficientes: o da cooptação financeira.

Parlamentares precisavam de dinheiro pra suas campanhas, e, em muitos casos, também para outras despesas.

A Odebrecht financiava os gastos, quase sempre por vias ilegais.

Por quê?

É a regra elementar das organizações mafiosas: ao entregar dinheiro sujo aos deputados e senadores, a empresa conquistava mais que parceiros.

Ganhava cúmplices.

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