Fachin surpreso com o número de pedidos passa “bola pra frente”, embora existam prescrições

Jorge Bastos Moreno

O ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato, confidenciou a vários colegas do Supremo ter ficado surpreso com a quantidade de pedidos de abertura de inquérito feitos pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, com prazos de validade vencidos, ou seja, já prescritos.

Fachin, e isso está também claro no seu despacho, limitou-se, na maioria dos casos, a passar a bola para frente.

A avaliação no STF, por conta disso, é a de que, sem desqualificar a lista de Janot, o procurador quis demonstrar isenção absoluta ao incluir no rol dos pedidos gregos e troianos.

No caso dos crimes de caixa dois, já estão prescritos todos os casos ocorridos antes de 2006.

Mas o defeito de origem da lista de Janot, de certa forma, foi amenizado pela divulgação dos vídeos com depoimentos dos delatores.

Eles são muito contundentes. Mortais, em alguns casos, como nas delações de Marcelo Odebrecht e do ex-tropicalista Pedro Novis.

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