Tucanos do RN oferecem “presente de grego” um ao outro e Maio começa com mudanças no Partido

Na política do RN perduram algumas indefinições, que terão influência nas eleições de 2018.

O futuro do PSDB local é uma delas.

O partido sofre do mesmo mal que a cúpula nacional.

Enfrenta divisões internas, com evidentes choques de pretensões eleitorais, desde candidatura ao governo do estado, senado, até a chapa proporcional.

A partir do mês de maio, essas questões serão esclarecidas, em razão do compromisso assumido, de que o deputado Ezequiel Ferreira de Souza assumirá definitivamente o comando da legenda no Estado, passando a liderar os demais integrantes do partido.

Mudança substancial.

O deputado Rogério Marinho deixa de ser líder e passa a ser liderado.

Fonte absolutamente fidedigna assegurou ao blog, que quando da recente visita do governador Alkimin ao RN, já houve tentativa de recuo no compromisso para transferência do comando partidário local.

O deputado Ezequiel Ferreira resistiu.

O assunto ficou “em banho maria”.

Entre as incógnitas a serem decifradas coloca-se a posição política em relação ao governador Robinson Faria, considerando a participação tucana no governo estadual, com indicações de cargos no primeiro escalão..

Há sinal evidente de fissuras.

A prova está na recente declaração do deputado Rogério Marinho, até hoje comandante no estado, de que a chapa dos seus sonhos será o deputado Ezequiel Ferreira de Souza como candidato a governador.

O deputado Ezequiel Ferreira responde, lançando Rogério para o Senado, em 2018.

A posição em relação ao governo do estado inviabilizaria apoio à reeleição do governador Robinson Faria que, segundo interlocutores próximos, está em plena campanha e convicto de que foi um dos maiores governadores que o RN já teve.

Permanece a pergunta, se esses lançamentos majoritários internos entre os tucanos do RN, de fulano para governador e sicrano para senador, seriam para desobstruir a chapa proporcional e facilitar a eleição de “novos” como Tião Couto, Gustavo Carvalho e o próprio Ezequiel Ferreira, que sonham com o lugar de Rogério Marinho, na Câmara Federal.

Neste contexto será mesmo pacífica e automática a transferência do comando partidário do PSDB-RN para Ezequiel Ferreira neste mês de maio que se inicia?

Ou “algum fato novo” surgirá, a pretexto de orientação de última hora da cúpula nacional do partido?

O que transpira, em verdade, é o “pé no chão” tanto do deputado Rogério Marinho, quando lhe oferecem o Senado, quanto do deputado Ezequiel Ferreira, ao ser tido como “candidato dos sonhos” ao governo do estado.

Um e outro – embora inegavelmente qualificados para os cargos majoritários – temem o “presente de grego” que lhes é oferecido.

Esse “presente” poderá significar para um e para outro ficar sem mandato a partir de 2018, justamente no momento em que ambos vivem bom momento na política local e nacional.

Esse o enigma que começará a ser decifrado a partir de maio próximo, prazo estabelecido para Rogério Marinho entregar o PSDB-RN ao deputado Ezequiel Ferreira.

Acompanhemos.

E aguardemos.

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