Macron, o candidato da centro-esquerda na França, é acusado de corrupto e tendência homossexual

Análise do blog sobre o candidato Macron, que disputa presidência da França

Filho de dois médicos, foi o tempo passado em criança com a sua adorada avó materna, filha de um casal de analfabetos que chegou a diretora de um colégio, que alimentou a tendência de esquerda de Emmanuel Macron, que disputará o segundo turno na França.

Lembro-me da sua imagem. Da sua voz.

Lembro-me das lembranças dela.

Da sua liberdade. Da sua exigência”, afirma Macron no livro “Os Políticos também Têm Avó”, referindo-se a mulher que mais marcou a sua vocação política.

Educado num colégio de jesuítas, é na Universidade, em Sciences Po, que começa a militar no Movimento dos Cidadãos (MDC).

A adesão ao Partido Socialista, só chegaria mais tarde, aos 24 anos.

Assistente do filósofo Paul Ricoeur na universidade, Macron fará mais tarde a sua tese sobre Maquiavel e mantém até hoje a paixão pela filosofia.

Em 2008, Macron aceita o convite para trabalhar no banco Rotschild, onde chega a sócio-gerente.

Um sucesso fulgurante que não o impede em 2012 aceitar o convite de François Hollande para ser secretário-geral adjunto da presidência.

Os dois homens tinham-se conhecido cinco anos antes num jantar em casa de Jacques Attali, o antigo conselheiro de François Mitterrand.

Aos 34 anos, o jovem secretário chama as atenções da mídia e teve várias referencias em artigos nos jornais, todos destacando as suas posições “não muito de esquerda”.

Dois anos depois, Macron é nomeado ministro da Economia, destacando-se pelo seu “liberalismo social”, como destacava o Le Monde em 2015.

Os choques com o governo sucedem-se e em agosto de 2016, quatro meses depois de anunciar a criação do seu movimento En Marche!,

Macron demite-se.

A 16 de novembro anuncia a candidatura presidencial.

Casado com Brigite Trogneux, 24 anos mais velha do que ele e que conheceu no liceu onde ela foi sua professora de francês.

Macron gosta de brincar com o fato de ter sete “netos”.

Emmanuel Macron desmentiu na campanha os rumores de que tem uma relação homossexual oculta com o presidente da Radio France, Mathieu Gallet.

Macron considerou que os boatos eram “muito desagradáveis” para a sua mulher, Brigitte Trogneux, que há anos se sujeita a comentários desairosos, por ter casado com um antigo aluno, 24 anos mais novo.

Pianista de grande talento, Macron apresentou-se na campanha como capaz de escolher “o melhor da direita, o melhor da esquerda e até o melhor do centro”.

Dmitry Kiselyov, o mais célebre e influente âncora da televisão russa, citou no programa mais visto da televisão nacional as alegações de corrupção em torno de Macron.

A Rússia o considera Macron o mais habilitado a derrotar os dois candidatos de direita, que, coincidentemente, defendem laços mais estreitos com Moscou para combater o terrorismo islamista, tal como Donald Trump nos Estados Unidos.

O jornalista russo referiu suspeitas de que Macron roubou 120 mil euros de fundos públicos para investir na sua campanha.

Kiselyov não é o único.

O fundador e editor da WikiLeaks, Julian Assange, cuja publicação nos últimos anos se tem aproximado mais e mais dos objetivos do Kremlin, diz que tem documentos possivelmente comprometedores de Macron nos milhares de emails roubados aos servidores de Hillary Clinton.

Assange, por enquanto, mantém  segredo.

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