Delações da Odebrecht derrubam Aécio e Alckmin, mas não impedem Lula de crescer

Ricardo Noblat

Desidratada de suas minudências e à primeira leitura, a pesquisa Datafolha que ouviu 2.781 brasileiros entre a quarta e a quinta-feira passadas em 172 municípios do país, antes, portanto, da chamada greve geral do dia seguinte, traz duas novidades e confirma duas suspeitas.

As novidades:

* Apesar das delações dos executivos da Odebrecht, Lula cresceu nas intenções de voto;

* O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) aparece no segundo lugar empatado tecnicamente com a ex-senadora Marina Silva (Rede-AC).

As suspeitas:

* As delações atingiram em cheio as chances de Aécio Neves (MG) e de Geraldo Alckmin (SP) de disputarem a eleição presidencial de 2018. José Serra (SP), também delatado, não teve seu nome incluído na pesquisa;

* Cresceu a impopularidade do governo Michel Temer que, a essa altura, já é comparável a do governo Dilma Rousseff às vésperas da abertura do processo de impeachment.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Lula parece ter-se reconciliado com os 30% do eleitorado cativo do PT. Na pesquisa Datafolha anterior, oscilou entre 25% e 26%.

No segundo turno, ele só ficaria atrás de Marina e do juiz Sérgio Moro, esse testado pela primeira vez numa pesquisa.

Em compensação, Lula continua sendo o aspirante a candidato com maior índice de rejeição – à parte Temer, que jura não aspirar a mais nada. E o governo Lula ultrapassou o de Dilma no ranking de o mais corrupto da história.

Está aqui uma boa notícia para Dilma.

Aécio E Alckmin estão ladeira abaixo. Na pesquisa Datafolha de dezembro último, 30% dos eleitores disseram que não votariam em Aécio de jeito nenhum. Agora são 44%.

A rejeição de Alckmin pulou de 17% para 28% e sua intenção de voto caiu de 8% para 6%.

É menor que a de João Dória.

Marina registra tendência de queda nos cenários de primeiro turno. A imagem da Câmara e do Senado segue ruim, no seu pior nível desde que o Datafolha começou a avalia-la em 1990.

Para 58% dos entrevistados, os parlamentares são ruins ou péssimos, 31% regulares e apenas 7%, ótimos ou bons.

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