Fátima Bezerra vai à Goiânia, pede punição para policial e omite vítimas da violência diária no RN


Do editor

A senadora do PT-RN, Fátima Bezerra, liderou uma comitiva de colegas, que visitou recentemente em Goiânia, o estudante Mateus Ferreira da Silva, internado no Hospital de Urgências da cidade.

A parlamentar potiguar, a priori, prestou solidariedade ao universitário, que ela considera ter sido espancado brutalmente, por um policial militar, durante ato da greve geral, no último dia 28 de abril.

A senadora paraibana, que representa o RN, foi além dessa visita hospitalar.

Usou o seu mandato e dirigiu-se ao secretário de segurança pública de Goiás para exigir providências rigorosas contra o policial militar e o afastamento imediato das suas funções, pelo fato, segundo ela, de ter “agredido” covardemente o estudante.

Esqueceu que essa medida atingiria fatalmente esposa, filhos e dependentes do policial acusado, antes que ele fosse legalmente condenado.

Fátima Bezerra  justifica a sua atitude, em nome dos direitos humanos, que realmente merecem respeito e prioridade, quando efetivamente alegados em defesa da valorização do ser humano.

No caso específico, percebe-se que a prioridade dada pela Senadora Fatima Bezerra tem motivação restritamente ideológica.

Ela confessou essa condição, ao declarar que o universitário convalescente vai continuar inspirando a juventude brasileira, que está nas ruas defendendo a democracia e a educação”.

Quadro típico de direitos humanos mesclados com posições políticas ortodoxas.

Os direitos humanos são universais, o que quer dizer, devem ser invocados de forma igual e sem discriminação para todas as pessoas.

Realmente, protestar é um direito humano legítimo de quem discorda de atos públicos.

Porém, cabe indagar: onde estariam também os direitos humanos dos policiais, que colocam as suas vidas em risco para enfrentarem (como se vê nas TVs) verdadeiras “hordas” de mascarados, danificando bens públicos e ferindo pessoas, sem limites?

A filmagem exibida na mídia do instante da ação policial em Goiânia, não deixa claro se ocorreu agressão policial, ou repressão, diante da onda de manifestantes que avançava na cidade.

Antes de serem colocados como “bandidos” deveria ser assegurado a esses policiais, pelo menos, o contraditório para apurar se as ações foram ou não usadas proporcionalmente ao risco iminente.

Em direito penal existe o benefício da dúvida, que é a condição da inexistência de certeza sobre a culpabilidade de alguém que está sob acusação de um crime.

Os direitos humanos consagram o princípio de que é absolutamente necessário ter a certeza da culpabilidade do acusado, pois se assim não ocorrer estará sendo cometida inominável injustiça.

A percepção humana do episódio justifica que todos desejem a plena recuperação do estudante Mateus Ferreira da Silva, confortados os seus familiares e amigos.

Contra ele, igualmente, não se pode acusar de transgressão. aos limites da lei.

Todavia, como já afirmado, há que ser estabelecido o contraditório para conclusão final, sem intimidações, condenações prévias,  ou influências de qualquer espécie.

Antes de tomar uma posição tão radical (e teatral), a senadora Fátima Bezerra (RN) deveria ter visitado os familiares de mais de 500 pessoas assassinadas brutalmente no RN, somente em 2017 – estado que ela representa-, incluindo-se entre as vítimas dezenas de policiais, vitimados em pleno exercício de suas funções.

Defesa de direitos humanos, SIM.

Visão unilateral, por motivação político-ideológica, NÃO.

Afinal, os direitos humanos devem simbolizar uma rua de mão dupla!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s