Para onde caminha politicamente o Rio Grande do Norte na eleição de 2018?

Do editor

Fatos inesperados e imprevisíveis – locais e nacionais – agitam a política no RN neste final de semana e antecipam gestões e previsões, com “olho em 2018”.

O tsunami da Lava Jato chega ao estado com maior intensidade, somado a denuncias em andamento do MP-RN, com revelações graves, que atingem o núcleo dos poderes executivo, legislativo e judiciário do Rio Grande do Norte, inclusive indícios de nepotismo cruzado.

No caso específico da Lava Jato circulam rumores de que “fato novo”, ainda não divulgado publicamente, deverá ser revelado na sequencia das investigações, com o envolvimento de figuras de todas as áreas (e não apenas políticos militantes), ainda não citadas, até hoje.

Além dessas agravantes, existem ações civis e penais antigas, que estariam em final de julgamento nas instâncias superiores e outras até transitadas em julgado (voltando ao TJ-RN para execução de sentença), com a condenação direta de personagens influentes na cena política estadual, ou de familiares e amigos próximos.

Infelizmente, no Brasil de hoje, a simples citação do nome de um político, cria situações desagradáveis praticamente irreversíveis, em curto prazo.

Dever de justiça ressaltar que até o momento não há que se falar de “acusações procedentes” contra ninguém.

Em absoluto.

Reveladas as denuncias, começam as defesas, um sagrado direito constitucional irrenunciável.

Mesmo assim é o caso de dizer: “Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay”.

Inegavelmente, percebe-se um quadro gravíssimo, com nuvens pesadas no ar, que inevitavelmente provocarão tempestades nos horizontes políticos, até 2018.

Não há mais tempo útil para evitar esse risco de “tsunamis”.

Eles terão que ser enfrentados, à luz do dia.

Tudo isso acontece, quando já estamos a menos de um ano das desincompatibilizações para disputas de mandatos de governador (ou reeleição), senadores e deputados federal e estadual.

Aumentam as indefinições, quanto aos prováveis candidatos, sobretudo em relação às eleições majoritárias do Estado.

Até agora, entre aqueles que têm militância política e detêm mandato, o único incólume é o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, que caminha para ser candidato ao governo do Estado.

As suas dificuldades políticas se limitam ao âmbito do município e estão sendo diluídas nas soluções por ele encaminhadas, até o momento.

A análise sobre Mossoró, por exemplo, que é um colégio eleitoral decisivo para as eleições estaduais, aponta igualmente um quadro indefinido.

A atual prefeita Rosalba Ciarlini, ameaçada de enfrentar greve de servidores, foi envolvida nas denuncias da ajuda financeira destinada pela Odebrecht para a eleição de Robinson Faria e dela, ao governo e vice do estado.

Os opositores mossoroenses de Rosalba arregimentam-se em torno da legenda do PSDB, com pretensões ambiciosas de disputa de eleições majoritárias de governador e senador.

Há limites para a evolução dos passos dos “tucanos” mossoroenses traduzidos nas profundas divisões internas do partido (local e nacional), as quais até hoje não consumaram a transferência do comando estadual do deputado Rogerio Marinho para o deputado Ezequiel Ferreira.

Pelo que se fala nos bastidores, em Mossoró também rondariam suspeitas no âmbito do município de denuncias da Lava Jato e do MP local.

Até agora, só especulações.

Porém, muita gente está de “olho aberto”!

Nessa conjuntura ficam no ar perguntas como essas:

O governador Robinson Faria terá chances efetivas de reeleição?

O seu sistema político fragmentou-se, com o abandono de correligionários, em benefício de cristãos novos, hoje não tão dispostos a segui-lo?

Os senadores José Agripino e Garibaldi Alves estão fragilizados, ou mantêm suas lideranças e disputarão sem riscos em 2018?

Nomes novos como o do desembargador Claudio Santos enfrentarão com chance a disputa majoritária (senado ou governo)?

Os empresários, através de seus órgãos, que há algum tempo se articulam politicamente para 2018 estão dispostos a ocuparem, além do espaço do poder econômico, simultaneamente o do poder político?

Como reagirá o eleitor? Votará “nos mesmos” ou será atraído pelas embalagens de “novos”, embora com conteúdos de “velhos”?

A experiência, o serviço prestado, a verdadeira vocação e espírito público terão vez nas urnas de 2018, ou não?

Nenhuma analista, por mais competente que seja, poderá responder essas perguntas.

A resposta estará exclusivamente nas urnas de 2018.

Aguardemos!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s