Para onde caminhará o RN na eleição de 2018?

 Do editor

As pedras do xadrez político estadual começam a ser colocadas nos seus devidos lugares.

Ate final de setembro serão conhecidas oficialmente às regras para a eleição de 2018.

Muita água já passa em baixo da ponte.

Alguns fatos têm que considerados, independente de opinião pró ou contra sobre o curso dos acontecimentos, até as urnas do próximo ano.

Senão vejamos.

  1. O RN não será uma “ilha isolada” no país.

Aqui também ocorrerá o maior índice de renovação dos quadros políticos, na história do estado.

Sobretudo nas eleições majoritárias de governador e senador.

O comando político mudará de mãos, com as “surpresas” em processo de gestação.

Diante das principais lideranças estarem chamuscadas por denuncias, não há como evitar tais consequências.

  1. O “fato novo” mais consistente é a aproximação política entre o prefeito de Natal, Carlos Eduardo e a prefeita Rosalba Ciarlini (Mossoró), seu esposo deputado Carlos Augusto e deputado Betinho Rosado.

Só não enxerga isso, quem for míope.

A união entre Natal, Mossoró e boas fatias do Oeste, vale do Açu e região salineira será um “rolo compressor” muito difícil de ser superado.

Tudo dependerá de como as “chapas” sejam montadas, com nomes de credibilidade, que será a exigência número um do eleitor em 2018.

A exigência de credibilidade será resultado de um misto de qualidades pessoais dos candidatos, que demonstre espírito público e experiência.

Essa história de “novo”, dependerá basicamente desses fatores.

O eleitor evitará a todo custo novas aventuras.

Por isso, se afastará, tanto o passado dos líderes “golpeados” pelas investigações ainda não esclarecidas à época da votação, quanto à incerteza de quem não tenha história de serviços prestados e inspire confiança para realizar o que a coletividade espera.

  1. O PT não estará morto em 2018, no RN.

A senadora Fátima Bezerra supera barreiras internas no seu partido (seu choque permanente com Fernando Mineiro) e abre “leque” de aproximações com blocos de esquerda.

O exemplo seria o ex-prefeito de São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado, aliando-se a Fátima para lançar a sua esposa, deputada Zenaide Maia, candidata ao senado federal.

Com o propósito do irmão João Maia disputar cadeira de deputado federal, está inviabilizado o retorno de Zenaide à Câmara.

A alternativa hoje considerada por ela, inclusive pelas posições anti-Temer nas votações em Brasília, será a disputa do Senado, numa composição com Fátima Bezerra.

Não se sabe para onde irá João Maia.

  1. A incógnita será o grupo do senador José Agripino (DEM) aliado aos Alves em 2018.

O grande capital histórico de José Agripino era o apoio incondicional que recebia do grupo de Rosalba e Carlos Augusto.

Em 2006 falou “grosso” por esse apoio decisivo para Garibaldi candidatar-se ao governo.

Tanto era incontestável o trunfo eleitoral de Agripino, que no final Garibaldi foi derrotado e Rosalba se elegeu senadora, provando sua força política pessoal.

E agora?

Qual o “trunfo” de José Agripino perante o candidato potencial melhor posicionado em seu grupo, que é o prefeito Carlos Eduardo, um homem lúcido e preocupado com a sua imagem na disputa de 2018?

Na aparência, o senador democrata contaria, além do seu inegável peso eleitoral histórico no estado, apenas com apoio de dois deputados estaduais, seu filho e o ex-vereador Dagô, derrotado em Natal, após ter recebido o apoio direto do senador JA, que na TV pediu votos para ele.

Será que a presença de José Agripino, em dobradinha com Garibaldi, na disputa do senado será aceita por Carlos Eduardo, que busca livrar-se de alianças que induzam desconfianças junto ao eleitor?

  1. A pergunta que fica no ar: será que Rosalba e Carlos Augusto aceitarão acordo com o PMDB para Carlos Eduardo ser candidato a governador, envolvendo o apoio à José Agripino para o Senado?

Será que, mesmo Rosalba e Carlos Augusto, aliando-se a José Agripino, o eleitorado rosalbista acompanhará a voz de comando deles para votar em Agripino?

Será que a “degola” do DEM, esmagando Rosalba em 2014 já está apagada da memoria e história de Mossoró e do RN?

  1. Análise final: como ficaria o governador Robinson Faria na pretensão de reeleger-se em 2018?

Governo é governo, sempre se diz isto.

Porém, parece que o Brasil está mudando.

O governador afastou-se dos seus amigos e correligionários da primeira hora.

Desprezo e isolamento foram palavras de ordem, salvo raras exceções.

Formou um governo com “cristãos novos”, sob a influência do seu filho, deputado federal.

Formou um “núcleo duro” no seu governo, que não lhe fortaleceu, segundo análises da classe política.

Ao contrário, enfraqueceu.

Em 2014, a vitória do Governador foi  associada a três fatores básicos: apoio de Lula, fraqueza eleitoral de Henrique Alves e solidariedade política de Rosalba Ciarlini e Carlos Augusto (sobretudo no segundo turno).

Ele preferiu ignorar e afastar-se do grupo mossoroense, ao mesmo tempo em que abriu espaço para adversários notórios, por opção pessoal.

Neste contexto, certamente uma das “fichas” do Governador Robinson Faria para 2018 será acreditar na “ponte” com o PSDB estadual, que se auto anuncia como uma força política para 2018, que fortaleceria a sua reeleição.

Essa “ponte” levará o governador à reeleição?

Público e notório que o PSDB abriga muita gente, cuja tradição na política estadual foi usar “pontes” de última hora para levá-los a quem tem mais condições de ganhar a eleição.

Solidariedade, somente a governo eleito.

Se as chances em 2018 penderem para Robinson, tudo bem.

Terá agido certo.

O seu governo ficará incólume e a base politica estável.

Se não for assim, o governador arcará com os ônus das suas escolhas pessoais e sofrerá o que outros já sofreram no passado.

Como diria Jurandy Nóbrega: quem for vivo verá!

Pode ser que em 2018 tudo seja diferente.

Mas,  que existe esse risco, existe.

Terminemos por aqui.

Este blog fará permanentes análises sobre o tema da eleição de 2018.

Aguardem!

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