“Tucanos” do RN enfrentam os riscos do “Labirinto de Mossoró” pelo choque entre candidatos

Do editor

O comando estadual do PSDB-RN mudará realmente de mãos no estado.

Pelo menos, os fatos confirmam, até hoje, 14 de maio de 2017.

Alguns ainda acreditam que tudo poderá acontecer, até a Convenção Estadual, marcada para o próximo dia 27 de maio.

Em Mossoró, já houve mudanças, neste final de semana.

O novo líder da sigla, empresário Tião Couto, indicou o seu filho Diego Couto, para presidir o partido no município.

Há, entretanto, fatos pitorescos na transição política de Mossoró, RN, que merecem análise.

Na mitologia grega houve o labirinto de Creta

Agora, está sendo construído o “Labirinto de Mossoró”.

A razão fundamental é que “há muito cacique para pouco índio”.

Percebe-se a inquietude do deputado Rogério Marinho que vem, até o momento, jogando “ping pong” com Ezequiel Ferreira.

Ao ser sugerido para o Senado ou Governo em 2018, Rogério, com os pés no chão, escapa sempre pela reversão do convite: lança Ezequiel para Governador, ou Senador.

Os dois reafirmam que desejam renovar os seus mandatos de deputado, federal e estadual, respectivamente.

Ambos temem voos mais altos, que termine tirando-lhes os mandatos em 2018.

Por razões óbvias.

Outro complicador surge no ninho dos “tucanos” do RN.

Na convenção de ontem de Mossoró, o empresário Tião Couto, que disputou a Prefeitura com Rosalba e teve expressiva votação, externou o desejo de candidatar-se à Câmara Federal.

O deputado Rogério, incontinenti, reagiu e lançou Tião Couto para o governo do estado, exaltando as qualidades do empresário vitorioso, que seriam suficientes para ganhar a eleição, como sósia de João Doria.

O desassossego toma conta do PSDB-RN.

Além de Tião Couto fala-se que dois deputados estaduais também aspirariam a deputação federal e assim abririam vagas para pretendentes à Assembleia Legislativa, que possuem respaldo financeiro.

O resultado será o inevitável congestionamento da chapa proporcional.

Desponta, assim, a “cabeça” do grupo empresarial mossoroense, com notórias pretensões políticas, em 2018.

Em 14 de abril passado, este blog antecipou-se e publicou:

Renato Dantas, sempre bem informado, registrou em seu “blog” a realização de um encontro em Mossoró, com a presença de “pesos pedados” da área empresarial, que acham que podem passar por cima de todos os caciques desgastados do estado com o momento atual da vida politica brasileira.

Haveriam “grupos informais no RN”, basicamente provenientes da atividade econômico-empresarial, absolutamente ouriçados com os últimos acontecimentos da política nacional e, sobretudo,  “festejando euforicamente” as “flechas” da Lava Jato, que atingiram políticos locais, em todos os partidos.

O cenário desenhado entre os “tucanos”, a partir de Mossoró, lembra o labirinto, que é um símbolo normalmente representado como um complexo de caminhos embaraçados, elaborados de forma a desnortear aqueles que tentam encontrar a saída.

labirinto de Creta, um dos mitos gregos, foi construído por Dédalo e seu filho Ícaro, que depois terminaram prisioneiros no seu próprio invento.

Para obterem a liberdade, os dois tiveram a ideia de fugirem pelo céu, onde não havia teto, nem obstáculo.

Para tanto, construíram asas artificiais, a base de penas dos pássaros, coladas com cera das abelhas.

Ícaro resolveu voar sozinho com essas asas e alcançar novos horizontes.

Esqueceu, entretanto, que o sol derreteria as asas.

Ocorreu exatamente isso.

E Ícaro caiu no mar.

Trazendo o exemplo da  mitologia para o RN é incontestável a qualificação de Tião Couto como um empresário vitorioso e que veio de baixo.

Terá que demonstrar vocação e espírito público, o que é possível numa disputa eleitoral.

Se Tião Couto resistir e não aceitar candidatar-se ao Senado ou ao governo do estado, para abrir espaços na proporcional, muitos tucanos  correrão o risco de mergulharem no “Labirinto de Mossoró” e enfrentarem dificuldades para encontrar a saída vitoriosa em 2018.

Por outro lado, se algum tucano, após a homologação como candidato majoritário em 2018, desejar usar no seu voo eleitoral em busca da vitória, asas de “penas coladas com cera de abelha”, à semelhança de Ícaro, correrá o risco das asas derreterem-se no sol causticante dos sertões potiguares, durante a campanha de 2018.

Realmente, um dilema.

Somente a experiência política, aliada ao bom senso, poderá encontrar a melhor solução e evitar que o Labirinto de Mossoró se torne mortal para muitos candidatos, que em 2018 poderiam realmente representar avanços de qualidade, na política estadual.

“Labirinto de Creta” mostra dificuldades para encontrar a saída.

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