Sobre a privatização da CAERN: “a emenda sempre fica pior do que o soneto”

Do editor

Cabem observações, acerca do ofício do Governador do Estado do RN, enviado ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, datado de 25 último (não se sabe enviado no mesmo dia, ou ontem, após o pedido de demissão da Presidente do BNDES).

Na correspondência, o governador pede a exclusão da CAERN do programa de Parcerias de Investimentos, anunciado pelo governo federal, desde 2016.

Dezoito estados aderiram anteriormente a esse programa de concessões em saneamento do BNDES, entre os quais o RN (GLOBO, 18.02.17)

Acerca do CAERN chegou a ser expedido o aviso de licitação para contratar estudos técnicos, que iriam desenhar o modelo de concessão à iniciativa privada, somando-se às empresas dos seis primeiros estados anunciados: Pernambuco, Pará, Maranhão, Amapá, Sergipe e Alagoas.

Os primeiros leilões de concessão de companhias de saneamento em oito estados estavam previstos para o primeiro semestre de 2018, segundo o calendário do PPI.

O estudo técnico de viabilidade de privatização da CAERN já estava contratado pelo BNDES ao consórcio “Acqua”, por mais de 6 milhões de reais.

Obviamente, o BNDES ao desembolsar esses recursos foi na intenção da privatização.

Porém, no ofício do governador está declarado, que esse estudo no RN seria apenas para melhorar os serviços da concessionária.

Enquanto isso, no “mercado” corria a notícia de que a CAERN seria privatizada e, embora sem confirmação, “alguns passos” estariam sendo dados em contatos por esse Brasil e mundo afora…..

Não se discute mais, a existência ou não da intenção do governador Robinson Faria de privatizar a Companhia de Águas e Esgotos do RN.

Agora, o seu governo desmente veementemente essa hipótese e ponto final.

Entretanto, o fato público e notório é que esse tema vinha sendo levantado publicamente, desde o início da administração, e nunca ocorrera uma rejeição tão peremptória, quando nesse último ofício para o BNDES.

Por que tanta publicidade, em torno de um desmentido, acerca de fato que nunca existiu, segundo repete o próprio governo?

É o caso de lembrar, que a cautela recomenda ser mais conveniente não tentar remediar certas situações, porque o refrão popular já diz: “a emenda sempre fica pior do que o soneto“.

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