Presidente do BNDES “caiu” por segurar o “caixa” e os empresários já pedem que “abra” novamente

Do editor

Numa hora de crise econômica, o  presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, pede a palavra e só “fala naquilo”!!!!

Sabe o que é aquilo?

Financiamento; dinheiro com juros baixo, subsídios, incentivos….

Não se nega que a economia precisa andar e retomar o seu ritmo.

Mas, as outras categorias sociais já pagam alto preço, com a contenção econômica.

Sobretudo, os “infelizes” servidores públicos, beneficiários da previdência, trabalhadores em geral.

A classe média agoniza!

Esclareça-se, por oportuno, que na denominação  “infelizes” , não se incluem aqueles beneficiários de altos salários, proventos e mordomias.

Esses equívocos existentes devem ser sanados, da mesma forma que o outro lado da moeda aponta idêntica providência saneadora, para os “privilégios” das JBS’s da vida, que se multiplicaram na iniciativa privada do país.

O presidente da CNI pensa que para a sua categoria econômica os recursos públicos devem ser ilimitados.

O que ele quer é dinheiro público liberado, venha de onde vier.

Inclusive, aqueles recursos do artigo 195 da Constituição, que têm a destinação específica de financiar a seguridade social.

Por que o presidente da CNI e outros líderes empresariais, não levantam a bandeira da regulamentação do artigo 43 da Constituição Federal, para ativação no país das regiões administrativas?

Esse caminho permitiria a criação do complexo geoeconômico e social do Nordeste, Norte e Centro-Oeste (regiões administrativas), com a prioridade na oferta maciça de empregos, oportunidades, aumento de renda, incremento às exportações e a interiorização do desenvolvimento.

Falta, apenas, regulamentar o que já existe – o artigo 43 da Constituição – para oferecer os meios da federação brasileira adotar uma política nacional de desenvolvimento regional, com a coordenação da União.

As “regiões administrativas” destinam-se a aplicação de incentivos regionais, através da prioridade para o aproveitamento econômico e social dos rios e das massas de água represadas ou represáveis nas regiões de baixa renda, sujeitas à secas periódicas; igualdade nas tarifas, fretes e seguros, assim como juros favorecidos no financiamento de atividades prioritárias e isenções, ou diferimento temporário de tributos federais devidos por pessoas físicas ou jurídicas.

Desde que assumiu a presidência do BNDES, a competente economista Maria Silva “segurou” o caixa do Banco, antes tão dadivoso para segmentos privilegiados do empresariado nacional.

Essas dádivas nunca chegaram à pequena e média empresa, sobretudo do nordeste.

Somente “poucos” beneficiários….

Será que tem razão o sr. Robson Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), ao dá a entender que para o “Brasil andar” são necessários financiamentos e “ajudas” oficiais”, independente de considerar se a economia está em crise, ou não?

Onde ficam os recursos próprios, a poupança, reduções de custos, a venda de ativos, que poderiam ser alternativas para a capitalização das empresas, nesse momento transitório de dificuldades generalizadas?

A ex-presidente do BNDES Maria Silva fechou um pouco a torneira.

Ela raciocinou que o sacrifício deveria atingir a todos e não somente “alguns setores sociais”.

Segundo o GLOBO, a ex-presidente  não autorizava liberação de dinheiro para  projetos que não fossem sustentáveis e despolitizou o banco.

Maria Sílvia e sua equipe entendiam que por mais atual e moderno que fosse o projeto apresentado, deveria gerar empregos e oportunidades imediatas e nunca a médio e longo prazo.

Tudo isso momentaneamente, ou seja, enquanto a economia estiver em crise.

A gritaria e protestos foram gerais.

Por essa atitude, o mundo desabou na cabeça dela, que terminou, na verdade,  demitida.

Se não pedisse demissão, seria “degolada”.

Debilitado e em crise política, o governo Temer cedeu as pressões (sabe-se de onde vieram), na esperança de receber solidariedade futura, que não lhe será dada.

Enquanto isso, os acionistas do JBS, um dos típicos “clientes do BNDES no passado“,  gozam  “férias milionárias” nos Estados Unidos.

Samuel Pessôa, do Ibre já declarou: “A política da Maria Silva estava correta, em substituição ao que vinha sendo feito antes, com o excesso de subsídio a empresas eleitas”.

O professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Renato Fragelli, acredita que, ao reduzir o subsídio, ela “desagradou a burguesia nacional.”

Será que Meirelles e sua equipe concordaram com essas pressões?

Ou, o estilo da antiga presidente do BNDES deixará saudades, como meio de reequilibrar a economia?

Para o Brasil sair do “atoleiro” será necessário que mude o princípio, até hoje dominante, de que “os lucros são direitos da iniciativa privada; ficando os prejuízos com o governo”.

Uma verdadeira rua de mão única!

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