Tucanos não sabem que direção devem apontar e perdem discurso com o senso de ridículo

Josias de Souza, em artigo, diz que “a reação do tucanato à crise que engolfa Michel Temer transformou o ninho em motivo de piada.

Uma das principais lideranças governistas no Congresso diverte deputados e senadores traça uma analogia entre os tucanos e um português de anedota.

Desde que explodiu a delação do Grupo JBS, de Joesley Batista, a cúpula do PSDB ensaia um rompimento com o governo.

Viria depois das explicações de Temer. Foi adiado para depois da decisão do STF sobre a integridade do áudio com a voz do presidente.

Foi protelado para depois da decisão do TSE sobre o pedido de cassação da chapa Dilma-Temer…

A bancada do PSDB na Câmara voltou a ferver.

E o tucanato flerta com a divisão interna.

Depois de escalar o muro, seu habitat natural, os tucanos correm o risco de descer de lados diferentes.

Temer tira proveito do desentendimento do PSDB consigo mesmo e com o DEM, para esticar um governo em estado terminal.

Com suas principais lideranças tisnadas pela Lava Jato —além de Aécio, ardem no caldeirão Geraldo Alckmin e José Serra— o PSDB perdeu a hora do rompimento com Temer e o discurso da moralidade.

A distância entre as ameaças de desembarque e sua concretização impõe à situação uma certa ponderabilidade cômica.

De ponta-cabeça, o tucanato não sabe em que direção deve apontar.

Perdeu o rumo e o senso de ridículo.

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