Análise do “blog” sobre o ataque ao Parlamento do Irã, que mostra divisão do islamismo

Do editor

Notícia chocante chega do Irã, um  país islâmico.

Agressores invadiram o Parlamento do Irã e um suicida detonou uma bomba no mausoléu do aiatolá Khomeini, em Teerã, nesta quarta-feira, deixando ao menos 7 mortos em um ataque duplo no coração da República Islâmica, informou a mídia iraniana.

O estado islâmico assumiu a autoria do atentado.

Isso significaria divisão dentro do islamismo?

Sem dúvida que sim.

Porém, são necessários alguns esclarecimentos para que se entenda mais esse conflito no Oriente Médio.

Tudo isso ocorre em razão do conflito entre sunitas e xiitas, duas seitas da fé islâmica.

Estes dois grupos muçulmanos derivam de conflitos de crenças religiosas dentro do próprio islamismo.

A Arábia Saudita, um país de maioria sunita, é rival tradicional do Irã, a grande potência xiita, que monitora as minorias xiitas em outros países.

Em maio passado realizaram-se eleições no Irã.

Reelegeu-se o o moderado Hassan Rouhani, que  garantiu sua vitória como presidente numa votação com alta participação popular, e defendeu seu reformismo em busca de maior integração com o mundo.

Foi seu ferrenho opositor Ebrahim Raisi, 56 anos, ligado ao guia supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, que defende o isolacionismo.

Algumas considerações sobre suitas e xiitas.

Sunitas e xiitas são as duas maiores denominações da religião islâmica.

Além disso, tanto sunitas quanto xiitas acreditam que o profeta Maomé estabeleceu a religião islã, durante o século VII.

A cisma entre as duas seitas começou após a morte de Maomé, em 632 d.C., altura em que uma disputa sobre a identidade do sucessor de Maomé fez com que os seguidores do islã se dividissem em sunitas e xiitas.

Os sunitas acreditam que Maomé não tinha herdeiro legítimo, e que um líder religioso deveria ser eleito através de votação entre as pessoas da comunidade islâmica.

Eles acreditam que os seguidores de Maomé escolheram Abu Bakr, amigo próximo e conselheiro do mesmo, como seu sucessor.

Os xiitas acreditam que somente Alá, o Deus da fé islã, poderia selecionar os líderes religiosos, e que, portanto, todos os sucessores devem ser descendentes diretos da família de Maomé.

Eles sustentam que Ali, primo e genro de Maomé, era o legítimo herdeiro da liderança da religião islã após a sua morte.

Outra diferença de conteúdo religioso entre xiitas e sunitas é quanto ao Mahdi, árabe para “o guiado”.

Os dois grupos vêem o Mahdi como o único governante da comunidade islâmica.

Mas, enquanto os sunitas afirmam que o Mahdi ainda não nasceu e anteciparia sua chegada, os xiitas acreditam que o Mahdi nasceu em 869 d.C. e retornará à Terra sob as ordens de Alá.

A maioria dos muçulmanos é sunita.

Da população muçulmana em todo o mundo islâmico, apenas 10% são xiitas.

Os únicos países que têm uma maioria xiita no Oriente Médio são o Irã, o Iraque e o estado insular do Golfo do Barém.

O que leva a conflitos políticos que também separam os grupos: a Arábia Saudita, um país sunita, e o Irã xiita continuam a competir pela influência regional no mundo árabe.

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