A exemplo de Macron na França, o Brasil espera um liberal de esquerda em 2018

Do editor

Emmanuel Macron, o jovem presidente francês, ganhou as eleições legislativas na França.

Agora terá maioria ampla para governar.

A ascensão de Macron não significa que o novo ganhou; que o povo optou pelo novo.

O povo francês votou em quem se apresentou com propostas inovadoras, mostrou competência, formação intelectual e se propõe a unir valores de experiência passada e novos como meio de servir ao país.

Essa expressão novo na política tem sido muito repetida no Brasil, sobretudo após a vitória de Doria em São Paulo.

Aliás, esclareça-se de saída, que Doria não é novo.

Sempre foi um político, dedicado a atividades de marketing.

Fazia reuniões periódicas com nomes nacionais na ilha de Comandatuba, na Bahia.

O seu pai e avô foram políticos militantes. Ele sempre almejou (e buscou) ingressar na vida pública, o que é positivo, por revelar vocação e não apenas oportunismo.

A sua vitória deve ser creditada ao “sistema de governo fortíssimo” de Alkimin em SP, que o apoiou, sem o que não teria “chegado lá”.

Claro, que essas circunstâncias não invalidam a competência pessoal de João Doria.

Aliás, o seu governo em SP, inicialmente histriônico, vem melhorando dia a dia, com atitudes de gestor público e não de animador de TV, como foi no início.

Sobre Macron, outro aspecto a notar é a sua formação intelectual.

Não é um aventureiro, buscando um mandato.

No seu curriculum estão graduações do tipo Mestrado em filosofia (Universidade Paris X-Nanterre); Diplomado pelo Instituto de Estudos Políticos (IEP) de Paris e aluno da Escola Nacional de Administração (ENA) – Léopold Sédar Senghor, 2002-2004.

Um homem preparado para ser estadista, que é a exigência feita também no Brasil, para superar o momento de crise.

Do ponto de vista das ideias, Macron é um liberal de esquerda.

Ele acredita no livre mercado, nas liberdades públicas, no estado não intervencionista.

Por outro lado, prega que o Estado precisa existir.

Não é possível esvaziá-lo.

E quanto mais forte for o estado, mais ele poderá exercer ações reguladores, que equilibrem as relações econômicas, sociais e políticas.

Bastaria lembrar, por exemplo, os Estados Unidos como o país que dispõe de um dos Estados mais fortes do mundo.

Nem por isso, acorrenta a economia, ou intervém  no empreendedorismo privado.

Por essas posições, Macro é chamado, um liberal de esquerda.

Ou seja, alguém que reconhece as virtudes das ideias e doutrinas políticas, salvo aquelas que conspirem contra as liberdades coletivas.

A lição que a França dá ao mundo é a de que o país foi capaz de construir uma alternativa para os seus problemas atuais.

Optou por um grupo político, que não explora o novo, como única bandeira.

Mas ao contrário: coloca-se como opção capaz de agregar a experiência com as inovações contemporâneas, superando divergências ideológicas e somando em defesa do bem estar social.

Deus ajude o Brasil, a encontrar um tipo Macron – liberal de esquerda – para conciliar o nosso país e vencer a gravíssima crise na qual estamos mergulhados.

Esse seria o candidato ideal à presidência, em 2018.

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