Petrobras reduz o preço do combustivel, porém o consumidor não se beneficia ao “encher o tanque”

Do editor

Será que hoje, quinta 15 de junho, o preço da gasolina no posto da esquina terá o seu preço reduzido?

Essa é a pergunta de todo consumidor, após o anúncio ontem de que a Petrobras decidiu reduzir o preço médio nas refinarias em 2,3% para a gasolina e em 5,8% para o diesel.

Trata-se da segunda redução em 20 dias.

No dia 25 de maio, a estatal tinha reduzido o preço médio nas refinarias em 5,4% para a gasolina e em 3,5% para o diesel.

Duas reduções, em menos de um mês.

Desde que começou a nova política de preços, a Petrobras já anunciou cinco cortes no preço dos combustíveis.

A pergunta no ar: e o consumidor está pagando menos, realmente, quando enche o tanque do seu carro?

Difícil de explicar.

Mas, isso não está ocorrendo (e se ocorrer não será na mesma proporção).

Por quê?

Um reajuste nas refinarias não necessariamente significa uma mudança no preço nos postos, pois as distribuidoras podem repassar ou não essa variação.

Outras variáveis também podem influir no preço da gasolina, como o preço do etanol, já que a gasolina comum deve ter 27% de etanol anidro – e o preço do álcool combustível varia de acordo com a safra da cana-de-açúcar.

Difícil de entender é a explicação dada para o fato da redução do preço pela Petrobras não beneficiar diretamente o bolso do consumidor.

Argumenta-se que a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados.

Por isso, as revisões feitas pela Petrobras nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor.

Isso depende de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis, especialmente distribuidoras e postos revendedores.

Caso existisse no Brasil uma lei mais objetiva, o ajuste feito pela Petrobras seria integralmente repassado para o consumidor.

Não há por que liberar a decisão para distribuidoras e postos revendedores.

Se essa situação fosse mudada, a partir de hoje o preço do diesel na “bomba” cairia automaticamente 3,5%, ou cerca de R$ 0,11 por litro, em média, e a gasolina, 0,9% ou R$ 0,03 por litro, em média.

Entretanto, não é assim em nosso país.

Coisas do nosso capitalismo e da decantada pregação do estado menor e endeusamento do livre mercado.

Nos Estados Unidos, a situação é diferente.

E lá é a pátria do capitalismo.

As agencias reguladoras, em nome do governo americano, defendem o consumidor.

O preço caindo na fonte tem que chegar ao consumidor.

Por tal razão, essas agências fiscalizam a imediata redução do preço final na “bomba”, quando nas refinarias esse mesmo preço é reduzido.

Uma questão de lógica rudimentar, sem que signifique intervenção estatal na livre iniciativa.

No caso brasileiro,  quando o preço é reduzido na fonte de produção, por decisão da Petrobras, o consumidor não se beneficia na “bomba”.

Sendo assim, alguém sairá ganhando, na chamada cadeia de combustíveis.

Quem será?

Tão claro, quanto à luz do sol!

E agora?

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