No foguetório das festas juninas surgem nos bastidores possíveis nomes para 2018, no RN

Do editor

Em tempos do foguetório das festas juninas, a atmosfera da política estadual não está menos agitada, embora tudo acobertado, ainda, nos bastidores.

Os “vazamentos” são inevitáveis.

Por exemplo: a recente visita do governador Robinson Faria ao prefeito de Natal, Carlos Eduardo, não foi gratuita, coincidência, ou interesse administrativo na administração do complexo da avenida Roberto Freire.

A ida de Robinson ao gabinete de Carlos Eduardo também teve objetivo político, com vistas à eleição de 2018.

Vazou uma pesquisa, encomendada por lideranças de Mossoró, na qual o nome de Carlos Eduardo é favorito em todas as regiões do RN, como candidato a governador.

Até no Agreste, Carlos ganharia a eleição.

Essa pesquisa alertou o Governador, candidato à reeleição e já em campanha.

Aproximar-se de Carlos Eduardo, aliás, o que vem sendo articulado há algum tempo pelo vereador Ranieri Barboza, seria a alternativa mais viável, no momento.

A proposta seria Robinson para reeleição e Carlos Eduardo, um dos candidatos ao senado, para em 2022 disputar o governo do estado, sem perder o mandato, o que atualmente será inevitável.

Um obstáculo estaria impedindo esse projeto político.

O grupo da prefeita Rosalba Ciarlini e do deputado Carlos Augusto Rosado, inegáveis lideranças em crescimento constante no estado, não aceitariam qualquer composição com Robinson Faria.

Esse grupo reconhece o capital político do governador, até por estar usando programas (RN Sustentável é o exemplo) e obras iniciadas no governo Rosalba.

Todavia, na avaliação deles, o governador não se reelegerá.

As pesquisas mostram grande desgaste do sistema governista em todas as regiões do estado, sobretudo pelo fato de terem sido abandonados (e humilhados), pessoas e grupos que apoiaram Robinson, na primeira hora da campanha em 2014.

Enquanto há essa perda de antigos correligionários, os “cristãos novos” já ameaçam pular do barco governista, sob pretextos variados.

E essa tendência, com certeza, irá aumentar, a julgar pelos precedentes na história política do RN.

Diante desse quadro, o apoio de Rosalba, de Carlos Augusto Rosado e seu grupo estariam condicionados a formação de uma chapa, com discussão de nomes aberta, exceção de Robinson Faria.

O prefeito Carlos Eduardo estaria ciente dessa conjuntura complexa que terá de enfrentar para decidir se fica no cargo até 2020, ou se sai para disputar o governo, ou o senado.

Antecipar prognósticos é difícil, pelo emaranhado de circunstâncias que envolvem as decisões até 2018.

Uma delas seria a presença no palanque de Carlos dos atuais senadores Garibaldi Alves e José Agripino.

A última pesquisa mostra que esses parlamentares ainda detêm margens percentuais de apoio, o que é normal pelas lideranças exercidas no passado.

Entretanto, os números não são expressivos como antes e o percentual de indecisos amedronta para uma possível rejeição em massa, de parte do eleitorado.

Risco grande, a ser bem avaliado, com os pés no chão.

Enquanto isso, Fátima Bezerra já está em campanha para o governo, por não ter nada a perder, eis que tem garantido o seu mandato de senadora, caso perca a eleição.

A prefeita Rosalba Ciarlini, que poderia ser uma alternativa para voltar ao governo, entende que está indo bem na Prefeitura (aplaudida por multidão nas festas juninas em curso em Mossoró) e prefere voltar ao senado em 2022, na vaga de Fátima Bezerra.

Um nome que se coloca na planilha eleitoral é o desembargador Claudio Santos, que não nega ter pretensões para 2018.

O deputado Carlos Augusto admite que existam outros nomes capazes de disputar, sobretudo, o Senado, porém entende que tudo dependerá dessas pessoas se lançarem candidatos.

Sem isso, esses nomes não são incluídos nas pesquisas, e perdem a chance de serem avaliados pelos grupos políticos.

Para o senado, a única pré-candidata declarada é a deputada Zenaide Maia, que não representa nenhuma mudança, já que é irmã do ex-deputado João Maia, família tradicional na política estadual e bem conhecida.

Toda a engenharia política para 2018 é montada com base no “vazio” existente nos quadros políticos estaduais, em razão das denuncias e punições aplicadas, todas do conhecimento público.

Não haveria tempo desses “atingidos”, direta ou indiretamente, se recuperarem, até as urnas de outubro de 2018.

Poderão até tentar.

Mas, na reta final da campanha, quando o “funil afunilar”, o eleitor agirá como no resto do país, rejeitando quem esteja “comprometido”, optando por outros nomes, ou até a abstenção.

O “quebra cabeça” está longe de ser resolvido.

Até o primeiro trimestre de 2018 ocorrerão surpresas, “idas e vindas”.

Só esperar!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s