Para as urnas de 2018 surgirão no RN candidatos ainda não lançados e identificados na disputa

Do editor

A eleição de 2018 terá fisionomia diferente, atípica, sem previsões possíveis.

Impossível, uma análise segura.

O Rio Grande do Norte, com certeza, não será exceção no país.

Das urnas livres de 2018 surgirá, seguramente, um novo Rio Grande do Norte, com opções políticas diferenciadas, a partir de candidatos ainda não lançados na disputa.

Muita água irá correr, ainda, em baixo da ponte.

Sobretudo, nos dias de hoje, onde a política está tão esquisita que até vaca estranha bezerro!

O quadro somente se tornará nítido, de março de 2018, em diante.

Tudo acontecerá, menos por vontade própria das lideranças tradicionais, e mais pelas interdições, fatos públicos e notórios que o povo conhece.

Aliás, essas ocorrências generalizadas estão causando um fenômeno sócio político no Brasil.

Nunca, como hoje, o povo acompanha tanto os acontecimentos da política.

Ninguém duvide disso.

A influência da “mídia tradicional” na formação da “cabeça” do eleitor não é tão forte, quanto foi no passado.

O que pesam, atualmente, são as redes sociais, os “blogs” e o “boca a boca”.

O voto de 2018 será o “voto da raiva” dos brasileiros.

Da indignação com o mar de lama, que dia a dia é revelado à opinião pública.

O povo parece estar de “saco cheio” de ser considerado “trouxa”, sempre conduzido por meia dúzia de “colarinho branco”, milionários, ou demagogos populistas, que pregam uma coisa e fazem outra.

Pelas biografias conhecidas, não demonstram possuir nenhum espírito público, nem transmitem confiança de proteção aos mais necessitados.

Para que preenchessem as exigências de inovação política,  impostas pelo momento nacional, os “novos”  teriam que apresentar serviços já prestados no passado, no exercício da atividade política, sem máculas, ou manchas.

Sim: exercendo atividades na política.

O que o país precisa é de políticos, que poderão migrar de qualquer atividade, ou profissão, mas que sejam políticos.

Essa história de começar demonizando a política, já é a prova da hipocrisia, da falsidade e do oportunismo.

Os governos e Parlamentos precisam de políticos, com vocação para a defesa dos interesses coletivos.

Isso não significa que esses políticos sejam iguais aos atuais.

Até porque, hoje existem muitos políticos, que não se confundem com os crimes praticados pelas quadrilhas de ladrões do dinheiro público.

O quadro de inquietação se agrava, com o surgimento de “ares oportunistas“, traduzido em discursos de quem não transmite credibilidade.

A dúvida persiste, em função do histórico das vidas pregressas de oportunistas.

Senão de todos os pretendentes, mas da maioria que transparece o objetivo de usufruir da revolta popular, aproveitando-se de circunstâncias eventuais.

Em verdade, muitos só  revelam a preocupação de “cuidar de si mesmo”, através da pregação do “estado mínimo”, que significa na prática o “estado máximo”, que teria a finalidade de liberar, sem limites, subsídios, isenções, favores “por baixo do pano”, “esquemas”, subtração de direitos e por aí vai.

Nas últimas décadas, as chamadas esquerda e direita no Brasil, deram com os “barcos n’água”.

Os radicais de esquerda, por exemplo, chegaram ao poder com o PT.

Deu no que deu!

Nunca o país assistiu tantas práticas de corrupção.

Antes deles, Collor foi o exemplo do voto de confiança no discurso privado, da empresa livre, que iria investir, criar empregos e crescer.

Também deu no que deu.

Por tal razão, hoje o clamor popular é pelo “estado necessário”, que abra perspectivas para devolver à empresa privada a sua função de geradora de emprego e motor do desenvolvimento; valorize o empresário em posição de vanguarda na modernidade, mas também atue na prioridade do bem estar social e na redução das desigualdades sociais, com proteção e prioridade aos mais desassistidos.

Uma rua de mão dupla e não de mão única.

Analisando a conjuntura, em função do futuro Rio Grande do Norte, tudo indica que em 2018 haverá mudança em nosso tradiciaonal “estado-fazenda”, onde historicamente prevaleceram às indicações dos “fazendeiros” da política, verdadeiros latifundiários, no comando privado dos partidos.

O voto popular (principalmente o majoritário) não admitirá “currais” ou “comandos” à base do dinheiro, ou dos favores de governo.

Na linguagem popular, o povo está “escabreado”.

A opção do voto somente será conhecida nas urnas.

Repetindo Gramsci, “o velho já morreu e o novo não nasceu ainda”.

Sabem disso, todos aqueles que analisam a política, com isenção e “pé no chão”.

“Outros” se enganam e pensam que “com roupa nova” poderão “enganar” o povo, aparentando o que não são (nem serão), se levadas em conta as suas histórias de vida, conhecidas da população.

Na política, sempre foi difícil fugir, ou esconder a própria biografia.

Em 2018 isso será impossível.

No RN e no Brasil!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s