No RN, com as lideranças atingidas pelo “tsunami” político, quais seriam as opções para 2018?

Do editor

Começa mais uma semana, com previsões de “novas surpresas” na política nacional, sobretudo pela expectativa das delações de Eduardo Cunha e o doleiro Funaro.

Muitas “conversas” e “articulações” subterrâneas, também revelam verdadeira “caixa de surpresas” na política estadual.

O “tsunami” das acusações de práticas ilícitas, atingindo, direta e indiretamente, as lideranças locais, deixa vazios e escombros, que terminam estimulando o surgimento de candidaturas para o preenchimento de espaços, na eleição de 2018, no Rio Grande do Norte.

Será que as lideranças tradicionais (chamadas oligárquicas) estarão mesmo fora do jogo eleitoral?

Ou, o conhecimento dos “macacos da aldeia (!!)”, aliado a persistência na busca da reeleição, serão suficientes para a sobrevivência dessas lideranças?

Uma hipótese, ou outra, poderá prevalecer.

Afinal, aplica-se o aforisma, de que “na dúvida, duvide sempre”.

Todavia, é possível admitir que em 2018, o eleitor irá escolher nomes e não partidos.

Se porventura até setembro, o Congresso aprovasse a candidatura avulsa, seriam muitos os eleitos nessa condição, em todo o país.

Tal prognóstico não significa dizer que qualquer nome, autodeclarando-se apolítico e independente, teria sucesso nas urnas.

Na eleição proporcional poderá até acontecer.

Na majoritária, nunca!

Os candidatos a governador e ao senado terão que inspirar credibilidade, cujo pressuposto básico seja história de vida limpa e a segurança da experiência suficiente para o desempenho do mandato.

A crise política atual forçará o eleitor adotar critério de seletividade, na escolha de nomes da sua confiança, o que não existiu em eleições passadas.

Tal mudança de comportamento do eleitor é explicada pelos “abalos sísmicos” que atingem a política potiguar.

O Estado do RN não será exceção, nem ilha isolada no pais, onde o povo permaneça aprisionado, votando e apoiando as lideranças e partidos tradicionais.

A  opção do candidato “novo” não significará  sinônimo de apolítico.

Ao contrário, levarão vantagem àqueles que tenham experiência, serviço prestado e passado político, porém sem manchas de conduta, que maculem a pretensão eleitoral.

O eleitor irá votar contra a corrupção e na esperança de algum benefício para o seu “bolso”, assegurando-lhe melhor qualidade de vida.

Com tal cenário,  já “fervem” os  “bastidores” da política do RN.

Quem tem mandato apega-se a ele e parte para mantê-lo a todo custo.

Na eleição majoritária, os exemplos são do governador Robinson Faria e os senadores José Agripino e Garibaldi Alves;

Todos eles se dizem candidatos à reeleição e nas pesquisas (absolutamente inócuas para prever 2018) os três têm percentual relativo de preferencia e acreditam na preservação dos seus mandatos.

Fora os candidatos à reeleição citados, quem poderá disputar as eleições majoritárias do RN?

Três grupos em formação se destacam.

O PT com os aliados das esquerdas não fogem da “raia” e já anunciam Fátima para o governo e Zenaide Maia para o Senado.

Falam até que Fátima tem um empresário da área de comunicação e construção civil como seu vice, para repetir no RN o exemplo da escolha de José Alencar, feita por Lula em 2002.

O governador Robinson Faria sonha em obter apoio do prefeito Carlos Eduardo e de Rosalba Ciarlini.

Aí o jogo fica “embaralhado”.

Carlos Eduardo é o candidato que demonstra mais chances de vitória e teria o apoio de Rosalba pelo que se sabe.

Todavia, são insistentes as informações de que ele prefere consagrar-se como administrador em Natal, terminando o seu mandato de prefeito, disputando o senado ou o governo em 2022.

Assim agindo, não traria para si o ônus de ter no palanque os seus familiares Alves e o correligionário do DEM, como candidatos ao senado, por razões óbvias.

Realmente, uma verdadeira “sinuca”.

Caso realmente Carlos Eduardo se afaste da disputa, quem cresceria?

Em primeiro lugar, não se subestime o PT e Fátima, que não estão mortos.

Nesse cenário poderá crescer o desembargador Claudio Santos, que não esconde a sua pretensão e, de certa forma, já está em campanha no estado.

Uma dúvida existe para a viabilização de Claudio Santos: qual seria a sua opção partidária e quem lhe acompanharia no palanque.

Caso assuma sigla desgastada com os últimos acontecimentos nacionais, ou tenha “companhias” incômodas  poderá enfrentar dificuldades no item credibilidade e esvaziar o seu discurso.

Outro risco para Claudio Santos é caso ele se apresente como apolítico, querendo repetir João Dória.

Soará mal.

Claudio Santos hoje está afastado da política.

É um desembargador, inegavelmente respeitado.

Porém, no passado foi político militante no Seridó, atuando diretamente ao lado do seu honrado pai Miguel Paulino, ativo e na articulação de apoios eleitorais.

Em 2002, embora o seu grupo familiar apoiasse o senador Fernando Bezerra para governador, aliou-se a candidata Vilma de Faria e liderou facção rebelde, com grande atuação no pleito.

Ao final foi secretário de Vilma e posteriormente escolhido por ela para o TJ-RN.

O que se comenta é que Claudio Santos tem conversado muito e está determinado em disputar o governo.

Existiria uma fórmula, já aceita pelos “tucanos” do RN, para que o vice dele seja Tião da Prest, o empresário do petróleo de Mossoró, RN, opositor de Rosalba.

Nessa hipótese,  com a saída de Carlos Eduardo da disputa, a alternativa poderia ser o apoio de Cláudio Santos à Garibaldi e José Agripino, para o senado.

Existiria, entretanto, forte resistência para o fechamento da chapa com esse perfil.

Tião da Prest é nome bem aceito.

Não tendo experiência política, na condição de vice o candidato a governador falaria por ele e evitaria desgaste na comunicação,

Como empresário tem boa imagem.

Resta a dúvida: se Claudio Santos não aceitar composição com Garibaldi e José Agripino, ele poderia ser candidato apenas a governador, deixando em aberto à escolha dos dois senadores?

Por outro lado: que fariam José e Garibaldi?

Também seriam candidatos ao senado, sem oferecerem opções para o governo?

Não é fácil raciocinar nessa conjuntura nebulosa.

O melhor é aguardar as surpresas, que certamente ainda virão por aí.

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