Anvisa apura denúncias de uso de furadeiras domésticas em cirurgias

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu denúncias de que alguns hospitais estão utilizando furadeiras domésticas — usadas, por exemplo, para furar paredes — em procedimentos cirúrgicos.

A autarquia não informou, contudo, quantos e quais são esses hospitais.

Mas, a agência disse que já acionou a vigilância sanitária local para verificar a veracidade das denúncias e, se for, o caso, autuar as unidades de saúde.Furadeiras costumam ser utilizadas em procedimentos ortopédicos e neurológicos, porém há um tipo de instrumento específico para o uso cirúrgico.

Entre as características que inviabilizam a utilização das domésticas estão o fato de que elas não podem ser esterlizadas, o que dificulta a limpeza.

Além disso, oferecem risco de choque elétrico e superaquecimento, criando até risco de necrose em tecidos.

Entenda a diferença entre os dois tipos de furadeiras:

 Furadeira Cirúrgica
– O cirurgião pode controlar a rotação da broca;
– Pode ter sistema de resfriamento;
– Usa broca autoblocante, ou seja, que interrompe o sistema depois de perfurar o osso;
– Cada modelo possui orientações específicas do fabricante para esterilização.
 Furadeira Doméstica 
– Não possui controle de rotação;
– Pode aspirar partículas de osso para o seu interior e aumentar o risco de contaminação;
– Não pode ser esterilizada;
– Óleo utilizado na lubrificação pode contaminar o centro cirúrgico;
– Não possui proteção contra descarga elétrica.
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