Como será a eleição de 2018 no RN, sem “nomes”, sem “propostas” e sem “ideias”?

Do editor

Nada melhor do que um domingo para refletir sobre política e à base de dados conhecidos no presente tentar uma projeção para o futuro.

Uma análise, apenas.

Como seriam as eleições no Rio Grande do Norte, em 2018?

Ocorrerão mudanças, ou o povo optará pelos nomes que já existem no cenário político?

Dois elementos dificultam os prognósticos possíveis.

Primeiro, o deserto de nomes para postular mandatos.

Segundo, o deserto de ideias e propostas.

Quanto aos nomes.

Os últimos episódios da Lava Jato no Estado reduzem substancialmente o potencial eleitoral das lideranças tradicionais, que há anos exercem mandatos e força política.

A redução de chances atingiria não apenas aqueles impedidos de candidatarem-se, por vedação legal.

Mas, também será ampliada à familiares e aliados-candidatos, que provavelmente sofrerão o chamuscamento das labaredas, vindas das acusações e denuncias do conhecimento público.

E ainda.

Candidatos com processo de investigação em tramitação, mesmo sem a condenação definitiva, poderão disputar a eleição com o pesado ônus da “dúvida”, uma verdadeira espada de Dâmocles sob a cabeça.

Pela dificuldade do surgimento de postulantes em tão pouco tempo e a resistência do eleitor em não aceitar “novas aventuras”, o deserto de nomes amplia-se no RN, acentuando as interrogações sobre o futuro político do estado.

Outro fator sócio-político a ponderar é a ausência total e absoluta de propostas inovadoras, no cenário político estadual.

Tudo se resume ao “feijão com arroz”, ou “arrumação” de projetos com endereço certo para beneficiar “a”, ou “b”, sem a indispensável noção da preservação do interesse público e da impessoalidade.

O RN deixou de sonhar, mesmo que fossem miríades, anunciando mais empregos, oportunidades, crescimento, melhoria de vida.

O sonho coletivo passou a chamar-se “pragmatismo”.

Qualquer ideia ou proposta só prospera se tiver “dono (os) ou proprietário (os)” antecipado (s), que possa (m) alcançar benefício (s) em curto prazo, gerando lucros imediatos.

Do contrário, será o desprezo, a humilhação, “ouvido de mercador”, o engavetamento…

Por que, por exemplo, a área de livre comércio no Grande Natal, associada ao polo turístico, não desperta interesse dos governos estaduais?

A resposta é simples:  trata-se de uma proposta impessoal, no modelo vitorioso no mundo, a ser implantada no ponto geográfico mais avançado geograficamente das Américas, que é o Grande Natal.

Essa área livre não teria “dono (s)” antecipado (s).

Não poderia haver direcionamento para que tal grupo, ou pessoa, seja beneficiário, no primeiro momento, do empreendimento.

Uma área de livre comércio é o verdadeiro livre comércio, a economia de mercado em sua maior expressão.

As empresas locais, já instaladas e funcionando com eficiência, seriam protegidas por lei da concorrência predatória.

A ocupação do mercado ocorreria, através da competição econômica, regulada nos exatos limites estabelecidos em nossa Constituição.

Em resumo: conquista inspirada na verdadeira concepção da economia de mercado.

Teriam sucesso os competentes, inovadores e realmente empreendedores.

Não existiria a “mão invisível” de “proteção” do “estado paquiderme“, como muitos denominam.

Certamente por essas razões de “impessoalidade”, nunca foi acolhida a proposta da área de livre comércio no RN, que geraria milhares de empregos e oportunidades.

Somos o único Estado brasileiro com potencial e condição geográfica para um polo exportador dessa natureza, pela proximidade com a Europa, África e Canal do Panamá.

Este é o quadro imprevisível do RN para a eleição de 2018.

Sem nomes, sem ideias, sem propostas.

Não será suficiente o (s) candidato (s)  alçar (em)  a bandeira do combate a corrupção.

Apenas isso, não significará que o Estado mude de rumo e possa atrair inovações que lhe abram horizontes.

Há necessidade de “algo mais”.

Os pretendentes à mandatos terão que oferecer, com clareza, novos caminhos para o RN, por meio de um discurso coerente, que tenha começo, meio e fim.

O eleitor certamente aguardará por isto, até o último momento do confronto eleitoral.

Se tal não ocorrer, ou a frustração será generalizada, ou a abstenção nas urnas alcançará o seu maior índice histórico.

Aguardar nomes e propostas é o único caminho que resta para definição de votos para Presidente, Governador, Senador e deputados, em 2018, no RN.

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2 pensamentos sobre “Como será a eleição de 2018 no RN, sem “nomes”, sem “propostas” e sem “ideias”?

  1. O povo brasileiro quer mesmo renovar a política?
    O ex-governador Amazonino Mendes disputará com o ex-governador Eduardo Braga o segundo turno no Amazonas.
    Uma boa amostra do que nos espera em outubro do ano que vem.

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  2. Parabéns pela análise. tenho discutido aqui em Ceará-Mirim sob esse mesmo olhar. Nos falta líderes e idéias que nos tragam esperança.

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