Suspeitos de propinas dadas para liberação do FI-FGTS, ainda estão sob investigação

Depoimentos nas operações Lava Jato e Sépsis mostram que pelo menos R$ 11,4 bilhões do FI-FGTS, fundo bancado pelo dinheiro do trabalhador, foram liberados por meio de propina.

O fundo, que usa recursos do FGTS, investiu em negócios como a fabricante de celulose Eldorado, da J&F, e Usina Santo Antônio, da Odebrecht.

O valor pode crescer porque alguns suspeitos de integrar os esquemas no FI-FGTS e na Caixa, responsável pela gestão do FGTS, ainda estão sob investigação.

A força-tarefa identificou falhas básicas que abriram espaço para a corrupção: o baixo retorno do FI-FGTS e o alto nível de intervenção política.

Pelas denúncias, R$ 11, 4 bilhões alocados diretamente em empresas transformaram o dinheiro do trabalhador em moeda para negociatas entre políticos, seus emissários e empresários. 

Cunha e Funaro negociam delações.

Margotto já fez a sua, corroborando parte do relato de Cleto, ex presidente da CEF.

Relatos aparecem entre as 77 delações de executivos da Odebrecht.

Uma delas, por exemplo, relata propina para um ex-conselheiro do FGTS ajudar na liberação de recursos do FI para a Usina Santo Antônio, em que a Odebrecht é sócia.

Somando o que foi liberado para saneamento, transporte e Santo Antônio, a Odebrecht recebeu mais de R$ 5,5 bilhões do FI-FGTS.  (Estado de São Paulo)

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