O filme “Dunkirk” reforça a ideia da Inglaterra esquecer aliados na II Guerra

Luís Fernando Veríssimo

O filme ‘Dunkirk’ reforça a ideia da Inglaterra como a pequena ilha de bravos resistindo sozinha ao fascismo que dominava a Europa

Um articulista do “New York Times” gostou do “Dunkirk” como todo mundo, mas estranhou a ausência de soldados das colônias britânicas entre os evacuados retratados no filme

Mais de dois milhões de convocados ou voluntários da Índia e de outras partes do Império Britânico lutaram lado a lado com os aliados na Segunda Guerra Mundial, e muitos estavam entre os sitiados em Dunquerque, mas no filme não se vê um turbante.

“Dunkirk” reforça a ideia da Inglaterra como a pequena ilha de bravos resistindo sozinha ao fascismo que dominava a Europa.

A resistência inglesa foi mesmo heroica, mas não foi solitária.

Milhares de africanos e asiáticos morreram na guerra defendendo um império que os oprimia e, em muitos casos, reprimia movimentos de libertação em suas terras.

O autor do artigo opina que o filme exalta o que chama de espírito de Brexit, a convicção de um excepcionalismo inglês que dispensa o resto do mundo.

Mas não deixa de ser espetacular.

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