Janot faz nova denúncia contra Temer e anula benefício de delação de Joesley

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou pela segunda vez o presidente Michel Temer ao STF. Temer é acusado de liderar organização criminosa formada por integrantes do PMDB na Câmara e de tentar obstruir a Justiça.

A nova denúncia também envolve ministros, ex-ministros, ex-deputados e os delatores Joesley Batista e Ricardo Saud, do Grupo J&F.

Ambos tiveram o benefício da delação rescindido, prisão preventiva decretada e podem ser julgados por Sérgio Moro.

Os peemedebistas foram acusados de integrar um “núcleo político” com o objetivo de arrecadar propina em órgãos públicos.

Janot aponta que no caso do PMDB da Câmara as ações ilícitas envolveram Petrobrás, Furnas, Caixa Econômica Federal, Ministério de Integração Nacional, Ministério da Agricultura, Secretaria de Aviação Civil e a própria Câmara.

Pelo esquema, os acusados teriam recebido “pelo menos” R$ 587,1 milhões em propina.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), classificou como “muito grave” a denúncia e admitiu que a tramitação do processo vai paralisar os trabalhos da Casa.

Para o Planalto, a acusação de Janot, que deixa o cargo de procurador-geral no domingo, é “recheada de absurdos” e “realismo fantástico em estado puro”.

A defesa de Joesley e Saud afirmou que o procurador usurpou a competência do STF.

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