Artigo publicado no jornal “Tribuna do Norte”, RN: “Quem poderá ser o presidente do Brasil?”

Artigo do editor do “blog”, Ney Lopes, publicado hoje, 1, no jornal Tribuna do Norte, de Natal, RN

Leia na íntegra:http://bit.ly/2z9exTd

A pesquisa do IBOPE, divulgada neste final de semana, sacudiu o país, quando faltam 342 dias para as eleições de 2018.

Os números apontam o ex-presidente Lula à frente, com 35% das intenções de voto, seguido do deputado Jair Bolsonaro, que teria 15% da preferência dos eleitores.

Logo surgem indagações como quem teria chances reais de ser o futuro presidente do Brasil?

Há que se levar em conta o fato das pesquisas distantes do pleito não exercerem influência junto ao eleitorado.

Todavia, não há como desconsiderar totalmente essas amostragens, que, no mínimo, antecipam tendências do eleitorado, impondo análises e interpretações.

A liderança de Lula e Bolsonaro mostra o desencanto e a decepção dos brasileiros, em relação à política.

Em tais situações, sempre as posições extremadas – direita e esquerda – se destacam, transformadas em válvulas de escape do desespero popular.

Pelo que se conhece do relatório do IBOPE, os dois pré-candidatos na liderança opõem-se nas curvas estatísticas, quando considerados renda e escolaridade.

Jair Bolsonaro alcança 27% entre os eleitores com mais de cinco salários mínimos. Lula tem 19%.

Entre os que ganham até um salário mínimo, o deputado cai para 5%, enquanto o ex-presidente sobe a 50%.

Quando levada em conta a escolaridade do entrevistado, o petista tem 35% entre os eleitores até a 4º série do fundamental, enquanto Bolsonaro tem 2%.

Os números entre os que não acessam a Internet indicam 44% a favor de Lula e 5% de Bolsonaro.

Certamente existirão mudanças nesse quadro eleitoral futuro, o que transforma em incógnita o dia 7 de outubro de 2018.

Um dado importante: a pesquisa mostra a insegurança dos mais pobres e o apoio à Lula (faixa de menos de um salário).  

Não se pode atribuir esse fato apenas a solidariedade popular às políticas assistencialistas do PT. Isso porque, mesmo nessa categoria social há muita rejeição aos escândalos e a corrupção desenfreada.

A responsabilidade poderá estar na “dosagem” das mudanças econômicas propostas e o natural temor causado aos desassistidos.

Não se nega a necessidade de alterações na previdência, nas regras trabalhistas, liberação de isenções e incentivos.

Mas existem fatos chocantes.

Enquanto são endurecidas as regras para a aposentadoria, o governo abre mão este ano de R$ 62 bilhões em receitas da Previdência Social, valor que corresponde a um terço do rombo de R$ 181,2 bilhões previstos para a Previdência.

Medidas como essa dão a impressão de que “mercado”, “custos” e “redução do estado” prevalecerão sobre as reivindicações e interesses sociais, sendo ao final a conta paga, exclusivamente, pelos servidores públicos, aposentados e assalariados.

Pode até não ser.

Mas aparentam. Logo, essas pressões terminam se transformando no melhor cabo eleitoral, a favor do ex-presidente Lula.

Há chance de mudança no quadro eleitoral? Sem dúvida, sim.

Arriscando um palpite: caso a economia continue em recuperação, o “bolso” prevalecerá na opção do eleitor em 2018.

Nessa hipótese, o nome da vez poderá ser Henrique Meirelles.

É só aguardar!

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