Governo “brinca com fogo” e teima em sacrificar “uns” e favorecer “outros”

Sindicatos que representam funcionários públicos federais vão entrar na Justiça contra a medida provisória editada pelo governo que adia o reajuste salarial de 2018 para 2019 e eleva a contribuição previdenciária dos servidores.

Em protesto, eles já iniciaram paralisações.

Ontem, auditores fiscais, que também estavam insatisfeitos porque ficaram sem um bônus salarial, fizeram operação-padrão nos aeroportos e aduanas.

Todas as cargas e bagagens são revistadas como forma de atrasar as liberações.

Eles suspenderam ainda trabalhos em escritórios da Receita Federal, o que afeta fiscalizações e, consequentemente, a arrecadação de tributos.

Para o próximo dia 10 está programada manifestação.

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse que a Advocacia-Geral da União (AGU) está preparada para defender a decisão do governo de congelar o reajuste dos servidores.

Opinião do blog – Não se pode negar que existem distorções injustificáveis no serviço público brasileiro.

Impossível tapar o sol com peneira.

Todavia, tais distorções não são exclusivas do setor público.

As benesses, os exageros, os favores, a corrupção campeia no país como mostra a Operação Lava Jato, que envolve não apenas políticos, mas lideranças expressivas da iniciativa privada.

Com essas últimas medidas, dirigidas exclusivamente ao funcionalismo (adiar reajuste e aumentar alíquota da previdência), o governo “brinca com fogo“.

Se tais providências se impõem, por que tantos bilhões de reais foram drenados recentemente, de obrigações fiscais do setor do agrobusiness para o caixa privado?

Não se nega a eficiência do setor agrícola, que praticamente sustenta a economia.

Mas, se vai tão bem, por que não dá a sua contribuição no momento de crise atual?

Por que as absurdas desonerações da previdência social já ultrapassam R$ 500 bi, aumentando consideravelmente o déficit?

Só este ano, o governo abriu mão este ano de R$ 62 bilhões em receitas da Previdência Social, valor que corresponde a um terço do rombo de R$ 181,2 bilhões previstos para a Previdência.

E o BNDEs que emprestou bilhões a juros negativos.

“Poucos”, entre os “grandes” da economia nacional, não se beneficiaram dessas vantagens.

Quer saber quem “mamou” no BNDEs e depois lançou a campanha “quem paga o pato” consulte o site a seguir:

http://bit.ly/2zqtwsY

Enquanto isso, ao invés de uma política de distribuição justa dos sacrifícios, o governo opta por “colocar a corda no pescoço” apenas dos servidores, aposentados, assalariados e também os “pequenos empresários”, que não têm acesso a essas vantagens do tipo BNDES.

Esse o quadro real do país, infelizmente.

O governo sacrifica uns e favorece outros!!!!

São decisões como essas que colocam, cada vez mais, Lula à frente das pesquisas.

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