“Blog” analisa matéria da “Folha” sobre o “sufoco” e “terra arrasada” dos “caciques” da política do RN

Com o governador Robinson Faria investigado e o seu principal adversário Henrique Alves atrás das grades, o Rio Grande o Norte vive um cenário de “terra arrasada” para as eleições de 2018.

Esse é o início da reportagem, divulgada neste sábado, 4, no jornal “Folha de São Paulo”.

LEIA O TEXTO NA ÍNTEGRA, ACESSANDO:

http://bit.ly/2Ag6tOB

Opinião do blog – Jamais algum analista da política potiguar poderia imaginar, que o cenário eleitoral do estado chegasse ao nível que chegou, em relação às eleições de 2018.

Não se trata de acusar fulano, nem sicrano, nem tão pouco antecipar previsões oportunistas, com base em desgastes das lideranças tradicionais.

A realidade em si é inimaginável.

Muito mais grave, do que se pode pensar.

O RN é conhecido como um estado polarizado, em matéria de política.

A característica local era mais de uma “fazenda”, onde no pátio os “líderes” e seus “herdeiros” juntavam o gado e davam a direção a seguir.

A estratégia sempre foi ”dividir o poder para continuar reinando”

Apenas, é possível registrar a exceção da eleição majoritária de Agenor Maria para o Senado, em 1974, quando, disputando pelo PMDB destroçado e sem interesse no seu sucesso, Agenor ganhou surpreendentemente a eleição.

Mesmo assim, a vitória seguiu uma tendência nacional à época, em que o eleitor indignou-se com a lei Falcão, que restringiu a propaganda em rádio e TV (era permitido apenas um retrato 3 x 4) para favorecer os candidatos da Revolução de 31 de março de 1964, em pleno poder.

Em 1960, a vitória de Aluízio Alves significou mudança política, porém não surpreendeu.

Ele tinha ao seu lado representantes do poder econômico e político para derrotar a máquina montada pelo então governador Dinarte Mariz (Odilon Ribeiro Coutinho; Aristófanes Fernandes; Theodorico Bezerra; as famílias seridoenses Medeiros, Brito, Gonçalves e Torres; a família Motta símbolo da indústria estadual; também industrial Francisco Seráfico; a família Pinto em Apodi, no Oeste, com expressiva liderança e tantos outros) .

Aluízio, portanto, não estava só.

O deputado João Faustino, com grande estrutura eleitoral em 1986, perdeu para Geraldo Melo, que teve o apoio do “plano cruzado” e do presidente José Sarney.

Vilma Faria sempre se elegeu com apoios da “fazenda” local.

O atual Governador Robinson Faria em 2014 enfrentou a mais potente estrutura política e econômica,  já montada historicamente no Estado.

Venceu Henrique Alves, porém não foi fenômeno eleitoral.

Ele, apenas, teve a sorte de ser o anti-Henrique (rejeitado pelo eleitor), o apoio decisivo do presidente Lula em plena ascendência política e da ex-governadora Rosalba Ciarlini, que lhe garantiu vitória quase por maioria absoluta em Mossoró, o que foi decisivo no segundo turno.

Os correligionários de Robinson em Mossoró, à época, jamais teriam essa força eleitoral para ajudá-lo, bastando ver atualmente o destino deles.

Em 2018, como vaticina a Folha, a senadora Fátima Bezerra será a terceira via, já tentada outras vezes no passado, sem sucesso.

A sua candidatura não pode ser subestimada, sobretudo por ser política, uma condição que na última eleição municipal foi fundamental para muitos candidatos.

Mesmo condenando a corrupção, o eleitor termina votando em políticos para livrar-se de aventuras.

Fátima tem chances reais, diante dos nomes surgidos até agora.

Porém está cedo para apontar vitoriosos e derrotados.

Muita água correrá em baixo da ponte, ainda.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s