Sindicalismo de patrões e empregados pressiona e Maia negocia volta do imposto sindical

Paulo Pereira da Silva, da Força, negocia com Rodrigo Maia votação de projeto para recriar o imposto sindical. (Globo)

Opinião do blog – É impressionante como o sindicalismo no Brasil vive à base de tributo, sob a forma de contribuições oficiais , arrecadadas pelo governo, mesmo após a recente extinção do imposto sindical.

São  R$ 30 bilhões anuais de tributos, que favorecem essas entidades, dos quais R$ 22 bilhões vêm de contribuições sociais que representam 3,1% da folha de pagamento do trabalhador brasileiro.

O TCU apurou que mais de 80% dessas organizações não têm auditoria independente e orçamentos públicos, como mostram os sites na Internet e não trazem o detalhamento adequado da aplicação das receitas.

Os auditores do TCU constataram até aplicações financeiras e investimentos imobiliários, notoriamente desvios de função, de parte de alguns órgãos mantidos com esses recursos.

O ministro do TCU, Weder Oliveira, afirmou que ” há um conjunto sério de irregularidades que começamos a apurar”.

Por conhecidos fatos públicos e notórios, certamente a intenção do Ministro não terá sucesso.

Historicamente existiram obstáculos intransponíveis de lobbies e pressões!!!!!!

A OIT (Organização Internacional do Trabalho) se opõe a esse critério, que transforma os sindicatos, federações e confederações em “pelegagem” oficializada.

Mas, nem patrões, nem trabalhadores, abrem mão dessas verdadeiras benesses.

A fiscalização do TCU praticamente não existe, restringindo-se a meras homologações das contas apresentadas pelos órgãos mantidos com tais recursos.

Enquanto isso, as vozes se levantam, de norte a sul (“não vou pagar o pato”),  contra a corrupção dos políticos e a redução de impostos, transformados em boi de piranha.

Se é para reduzir tributos, nada melhor do que acabar de vez com o ingresso de qualquer recurso arrecadado pelo poder público em sindicatos, federações e confederações.

Entretanto, não se fala nessa alternativa.

O alvo para “pagar o pato” são a classe média, servidores públicos, aposentados, assalariados e pequenas e médias empresas.

Infelizmente prevalece no país o tema da música de Renato e seus Blue Caps: “faça o que eu digo, mas não faça o que faço”.

O mais grave é que o Ministério Público, talvez por excesso de trabalho com o Congresso Nacional, não fiscaliza esse setor, inclusive na aplicação de recursos em períodos ainda não atingidos pela prescrição.

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