Governo apressa privatização da Eletrobrás e “blog” alerta para os direitos dos consumidores

Para vencer as resistências no Congresso à privatização da Eletrobrás, o governo incluiu no projeto de lei para autorizar a venda da empresa, que será enviado em regime de urgência, a previsão de que um terço do valor arrecadado seja utilizado para conter os reajustes na conta de luz a partir de 2019.

Opinião do blogÉ muito complexa essa história de privatizar, ou fazer concessões à iniciativa privada, para baixar preços.

Há vários exemplos que não funcionaram.

Recentemente, a ANAC fez o que as empresas aéreas queriam e o resultado foi aumento de quase 50% das tarifas.

O governo Dilma desonerou a previdência para evitar o desemprego.

Os cofres públicos perderam até hoje mais de R$ 500 bi com esse ato e, ao contrário, o desemprego aumentou vertiginosamente no país.

O governo Dilma determinou a redução dos juros do cartão de crédito.

A exemplo dos juros bancários, exigiu que começasse pelos cartões operados pelos bancos do Brasil e Caixa Econômica.

Com isso imaginou forçar os bancos privados a aderirem aos novos juros rebaixados.

Nada funcionou.

Como sempre os banqueiros alegam mercado.

Os juros sobem até hoje, em record mundial.

Em 2012, Dilma e cedeu às pressões da CNI que reivindicava redução da tarifa de energia, como forma de impulsionar o crescimento da indústria, aumentando a produção e a geração de emprego.

O governo reduziu as tarifas de 19 a 28% para a indústria e 16,2 para consumo domiciliar.

As empresas se organizaram em lobby poderoso e tudo foi revertido.

Também nada funcionou.

O resultado é a situação atual, onde a falta de chuva sempre leva a culpa pelos aumentos sucessivos da energia.

Por tais motivos (e outros) é necessário que o Congresso analise e acompanhe com rigor a privatização da Eletrobrás.

Em si é uma boa medida.

O “blog” não é contra privatização.

Mas é necessário levar em conta o outro lado da moeda, ou sejam, os interesses legítimos de milhões de consumidores no Brasil e não apenas as “velhas e conhecidas” questões de custos e mercado.

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