Na reforma da previdência, governo precisa saber que “Roma não foi construída num só dia”

Após admitir que a reforma da Previdência pode não passar, o presidente Michel Temer disse que usará “toda a sua energia” para aprovar as mudanças.

Segundo Mansueto Almeida, secretário do Ministério da Fazenda, sem a reforma, o governo terá de cortar despesas sociais e subir impostos.

Técnicos da equipe econômica já cogitam negociar para excluir a Previdência do teto de gastos do governo.

Opinião do blog – O governo joga pesado, criando clima de terror e caos, na hipótese de não aprovar a reforma da previdência.

Não se pode negar que essa é uma reforma fundamental ao país.

Todavia, as dificuldades de hoje são decorrência da forma como o governo Temer vem tratando essa questão, desde o início.

Ao invés de encaminhar mudanças por etapas, levando em conta não apenas os aspectos econômicos e financeiros, mas também as carências sociais, a opção do Planalto foi exagerar na “dosagem”, apavorando as categorias da posição média para baixo da pirâmide social.

O “ouvido” do governo só percebeu sinais de ajustes econômicos ortodoxos e unilaterais, em matéria de economia.

Se, por exemplo, as concessões feitas aos ruralistas, na desoneração da previdência, Refis, isenções e incentivos, tivessem “dosagem” menor ocorreria uma distribuição mais justa dos sacrifícios exigidos da população.

Assim não procedeu o governo.

Veja-se, como exemplo emblemático, o que registra a jornalista Miriam Leitão acerca de “dádivas” e “favores”,  ainda hoje concedidos à JBS:

A JBS que pagará R$ 10,3 bi no acordo de leniência por seus crimes, acaba de ganhar desconto nos débitos fiscais de R$ 1,1 bi.

Ela ainda terá mais prazo para pagar.

O frigorífico, mesmo com todas as vantagens que recebia do governo e empréstimos subsidiados pelo BNDES, acumulou débitos de R$ 4,2 bi no INSS, IR, CSLL e PIS/Cofins.

E o governo, nessa altura dos acontecimentos, instituiu o Refis que perdoa R$ 1,1 bi em dívidas do JBS.

A palavra “bizarro” define. “

Está claríssimo, que em razão de “pressões” da área econômica, o governo optou por onerar um só lado da balança.

Resultado: o Congresso (até em nome da sobrevivência) cria obstáculos à aprovação de uma reforma, que se fosse gradual, já poderia estar em vigor.

O básico das mudanças previdenciárias é o limite de idade.

Tudo poderia começar por aí.

E não será difícil concentrar esforços nesse aspecto, deixando para o futuro governo a complementação da reforma ideal.

Ainda há tempo de avanços.

Tudo dependerá da estratégia usada pelo governo.

Afinal, “Roma não foi construída num só dia”.

Temer não pode continuar “agradando” em demasia, meia dúzia de “correligionários” e “amigos“, que lhes dão sustentação e só pensam em pressões por favores e benesses !!!!

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