O incrível acontece: Ministro da Saúde defende abertamente aumento nos planos de saúde

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirma à Folha que o reajuste da mensalidade de planos de saúde de usuários após os 60 anos é assunto que precisa ser enfrentado.

Ele defende a manutenção do equilíbrio econômico das operadoras.

Projeto que permite a revisão pode ser votado em comissão da Câmara hoje.

Opinião do blog – O impossível acontece no governo Temer!

Um ministro do governo – da Saúde – abre a boca e se auto anuncia defensor das operadoras de Planos de Saúde.

Atua diretamente numa Comissão da Câmara, em favor do equilíbrio financeiro econômico dessas empresas.

Plano de saúde é um dos melhores negócios do mundo.

Não incluo pequenas e médias operadoras, que realmente enfrentam muitas dificuldades (a Unimed é exemplo disso).

Tudo funciona como um grande cartel, em que as “grandes operadoras” (regra geral ligadas a Bancos) controlam o mercado e dão demonstrações de abuso de poder econômico.

Sabe-se que existem  divisões de mercado e fixação de preços, de forma “combinada”.

Elas impõem contratos absurdos, sem previsão de reajuste, sem direito a apelo, quando há atraso.

Os médicos, hospitais e laboratórios, por exemplo, são sacrificados.

As empresas negam revisões nas tabelas de serviços e honorários, quando nos últimos anos elas usufruíram aumentos de preço de até 200% a 300% (plano coletivos).

O usuário final, à beira da morte, tem que se submeter a triagens absurdas, como se tal exame é coberto, ou não.

Há casos concretos de empresas “favorecerem”, com “vantagens”, os profissionais que pedem menos exames.

O ministro da Saúde deveria preocupar-se com o equilíbrio econômico do SUS, que atende os excluídos.

Nunca dá cobertura pessoal e política em favor de reajustes nos planos de saúde de idosos, além de 60 anos.

Bom recordar, que esses planos de saúde ao longo dos anos vêm sendo reajustados.

Querem mais?

Justamente na hora, em que o beneficiário atinge uma idade avançada.

Por que não reconhecer o direito adquirido nesses casos e legislar para o futuro?

As pequenas e médias empresas de planos de saúde podem realmente enfrentar dificuldades.

Porém, na verdade, o sistema não é operado por esses tipos de empresas.

Predomina um “cartel”, que deve ser rigorosamente acompanhado pelo governo.

A saúde do cidadão não deve ser condicionada exclusivamente às leis da oferta e da procura.

Só o ministro da Saúde pensa assim, quando prega à luz do meio dia mais reajustes para idosos, além de 60 anos.

Incrível que isso aconteça!

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