Nova “bomba” da Odebrecht alerta para os riscos de “favores” entre empresas e governos

El País, jornal espanhol

Odebrecht, gigante brasileira da construção que protagonizou o maior escândalo de propinas no continente americano, pagou 200 milhões de dólares (650 milhões de reais) em propinas a políticos, funcionários, empresários e supostos “laranjas” de oito países da América Latina através do Banca Privada d’Andorra (BPA), de acordo com relatórios confidenciais da polícia do principado.

Uma bomba política que revelou pagamento de propina em 12 países da América Latina e cujos estilhaços já impactaram os presidentes Michel Temer (Brasil), Juan Manuel Santos (Colômbia) e Danilo Medina (República Dominicana).

E também os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) e Ollanta Humala (Peru), que está preso pelo escândalo.

O BPA de Andorra e o Meinl Bank de Antígua e Barbuda (país do Caribe) foram os principais bancos utilizados pela empresa de Marcelo Odebrecht, atualmente na prisão, para o pagamento de subornos a atores centrais na distribuição de obras públicas.

LEIA REPORTAGEM COMPLETA, COM DOCUMENTOS:

http://bit.ly/2hgTkwG

Opinião do blogRealmente estarrecedora a denúncia do jornal EL PAÍS.

Ela mostra que a corrupção foi resultado do binômio política e empresas privadas.

Não há como negar essa realidade.

Os crimes não se consumariam, sem essa cumplicidade notória.

Fala-se em reformulação das leis eleitorais.

Tudo bem!

Porém, se impõe igualmente uma imediata revisão dos critérios pelos quais os governos atendem à iniciativa privada, através de isenções, incentivos, juros diferenciados etc.

Há que se aplicar, com base em lei, a obrigatoriedade do princípio da “impessoalidade”, ou seja, as “ajudas” do governo não podem ser dirigidas à certos “amigos do poder”, mas sim disponibilizadas na Internet para acesso de “todos os empreendedores”.

Por exemplo: os casos de isenção de ICMS, incentivos, ou doação de terreno para implantação de fábricas e situações semelhantes.

Os governos deveriam ser obrigados a divulgar em editais previamente, tais benefícios, de forma que se tornasse possível à habilitação, sobretudo de pequenos e médios empreendedores.

Desde que as exigências fossem atendidas, os “habilitados” teriam os mesmos benefícios, na proporção de suas possibilidades econômicas.

Hoje é tudo a base do “combinemos”.

E mais: há situações em que os governos usam estratégias subalternas e antiéticas.

Por exemplo: destinam-se certas ações e/ou obras para áreas hoje desvalorizadas, visando no futuro valorizar essas áreas e assim gerar a especulação imobiliária, com lucros privados fabulosos.

Há indícios dessas práticas no país, inclusive no RN de hoje (?).

O futuro Congresso Nacional terá que enfrentar na próxima legislatura a elaboração de uma legislação, que aplique a “isonomia” nas concessões de quaisquer espécies feitas pelo poder público ao setor privado.

Isso evitará que se repitam os escândalos da reportagem hoje publicada pelo jornal Espanhol EL PAÍS!

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