Jornalista César Santos comenta que Robinson usou arma errada para conter policiais

César Santos, Jornal de Fato, Mossoró, RN

Faltou habilidade ao governo Robinson Faria (PSD) para conter a revolta dos policiais militares, que decidiram paralisar as atividades em protesto aos salários atrasados. Ao invés do diálogo, o governo partiu para o confronto, sem ter as armas devidas para conter a revolta.

Primeiro, o governador apareceu nas redes sociais e mandou recado ameaçador, afirmando que tomaria “medidas drásticas” se necessário fosse.

Depois, a secretária da Segurança, delegada Sheyla Freitas, convoca coletiva onde acusa o movimento dos policiais de “cunho político”, liderado pelo coronel André Azevedo, ex-comandante da Polícia Militar.

“Ele tem intenções políticas e desavenças com Robinson por ter sido exonerado”, disparou a secretária.

Claro que a resposta seria contundente, como de fato foi. A Associação dos Oficiais Militares Estadual (ASSOFME) rebateu em nota:

“É com perplexidade e repulsa que a Associação dos Oficiais Militares Estaduais (ASSOFME) recebe as agressivas acusações da Senhora Secretária da Segurança Pública e Defesa Social, delegada de Polícia Civil, Sheyla Freitas, contra o Coronel André Azevedo, ex-comandante da Polícia Militar e dos mais brilhantes oficiais da instituição.

Atribuir ao Coronel Azevedo qualquer trama para gerar crise na Polícia Militar é demonstrar despreparo e desprezo ao estado de penúria por que passam os militares estaduais, oficiais e praças, aposentados e da ativa, bem como os pensionistas de nossa classe.

A nosso sentir, a Secretária ultrapassou os limites da inconsequência, afrontando um policial que orgulha e defende seus companheiros de farda, que, na ocasião, nada mais desejam do que receber os seus salários; e mais ainda, deixando para Deus sabe quando, o pagamento dos nossos aposentados e pensionistas.

Manifestamos nossa irrestrita solidariedade ao Coronel Azevedo.

Assim deve proceder um líder de verdade, defendendo os seus, jamais escondendo-se atrás de funções transitórias para esquivar-se ou terceirizar responsabilidades, prática que, aliás, já é usual no atual Governo.”

Os policiais decidiram manter o início da greve para a próxima segunda-feira, 13, se o Governo do Estado não colocar em dia os salários de todos os PMs da ativa, reserva e pensionistas.

Pior para o cidadão potiguar, já castigado pela completa falta de segurança e refém da bandidagem que manda no Estado.

Opinião do blog – Correta a referência feita no comentário ao coronel André Azevedo.

O editor conhece como cidadão e militar.

Uma vida dedicada à corporação e sempre comprometida com a legalidade e a ética.

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