Necessidade de leis “duras” para punir profissionais em “conluios” com a corrupção

“A Odebrecht também organizava festas.

E mandava mulheres do Brasil para festas com políticos.

Mas isso também se tornou uma chantagem…”

Essa e outras são revelações ao EL PAÍS, de Rodrigo Tacla Durán, ex-advogado da Odebrecht, que se transformou em uma bomba-relógio.

Aos 44 anos, este advogado conhece bem os segredos da Odebrecht, a gigante brasileira da construção que abalou as estruturas políticas do continente depois de confirmar o pagamento de subornos milionários a Governos de 12 países.

Até 2016, Tacla trabalhou como advogado do Departamento de Operações Estruturadas da empresa, a hermética unidade de negócios especializada em comprar vontades.

Campanhas eleitorais, presentes, festas, prostitutas…

Tudo valia para afagar os políticos. Como contrapartida, presidentes e chefes de Estado correspondiam com contratos de obras públicas, principal fonte de receita da maior construtora da América Latina.

Um colosso com 168.000 empregados e tentáculos em 28 países.

LEIA A ENTREVISTA COMPLETA COM O ADVOGADO TACLA:

http://bit.ly/2m4Ufp7

Opinião do blogA entrevista do advogado Rodrigo Tacla Durán traz ao debate a necessidade de rigor ético em relação aos profissionais, de qualquer área, que prestem serviços às empresas privadas.

Jamais a lei poderá acobertar o assessoramento de práticas criminosas.

Tais comportamentos não estão protegidos pelo princípio do legítimo exercício de uma profissão.

Hoje, já é possível punir.

Porém, as legislações terão que se tornarem mais rigorosas para evitar esse tipo de conluio.

Tudo em benefício do interesse público.

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