Tucanos em convenção brigam e não apenas se dividem, mas estão diluídos

A convenção estadual do PSDB ontem, 12,  em São Paulo  serviu de palanque para a pré-candidatura à Presidência de Geraldo Alckmin.

Aliados também pediram a saída imediata de Aécio Neves do comando do partido e sua substituição pelo governador paulista.

Opinião do blog – Espetáculo deprimente, do ponto de vista partidário, a convenção tucana em SP.

Os correligionários agredindo-se entre si.

Os ataques à Aécio não foram apenas no sentido da discordância.

Os apupos revelaram quase manifestação de violência contra quem deve ser considerado correligionário.

Os tucanos, realmente, não apenas se dividem, mas estão se diluindo.

Um pensamento sobre “Tucanos em convenção brigam e não apenas se dividem, mas estão diluídos

  1. Muitos caciques.
    Nenhum Príncipe.
    Praticamente um exemplo de ‘poder horizontal’ entre caciques numa mesma organização partidária. O PSDB mais parece uma federação de caciques onde ninguém ou nenhum grupo parece disposto a se submeter a outro uma vez que aquele que supostamente poderia liderar se encontra ética e legalmente afundado em suspeições.
    O atual quadro parece representar também um exemplo objetivo de como tal ‘padrão horizontalizado’ parece de problemática aplicação na organização do poder no interior dos partidos políticos.
    A corrente política realista talvez possa sugerir uma perspectiva interessante para o entendimento do ‘case’ de insucesso em questão.
    No início do século passado o sociólogo alemão Robert Michels, ao analisar a estrutura organizacional (de poder) no interior do tradicional partido social democrata alemão, SPD, terminou por formular sua famosa ‘lei de ferro das oligarquias’ : ‘…quem diz democracia diz organização. Quem diz organização diz oligarquia…’. não sendo aqui objeto discutir a explícita contradição que a teoria das elites impõe entre organizações políticas e democracia, cabe apresentar apenas, e de modo rápido, alguns desdobramentos inerentes à formulação: partidos políticos
    precisam de liderança central estruturando uma cadeia verticalizada de poder, mesmo que sob disfarces de democracia interna, como ocorre com o Partido dos Trabalhadores. E seguindo,
    poderíamos portanto dizer que tão ou mais desastroso que uma liderança excessivamente arbitraria, autoritária ou incompetente no comando de uma organização partidária, pode ser a inexistência de quadros com a capacidade e disposição de assumir o comando central, com autoridade (técnica, organizacional, moral, carismática…) para dar direção sobretudo em momentos de crise.
    Desenhando: É preciso um tucano mor para liderar a atual federação de caciques em conflito no ninho tucano. Ele existe para o momento?

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