MP que altere reforma da CLT não é “retrocesso”, mas sim palavra cumprida no acordo feito

Folha

Auxiliares do Palácio do Planalto informaram nesta segunda-feira (13) que o presidente decidiu enviar ao Congresso alterações em pontos importantes da reforma trabalhista por meio de medida provisória.

Antes de assiná-la, porém, quer convencer o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que prefere um projeto de lei (PL), a não derrubar o texto.

A expectativa é que Temer assine a MP até quarta (15).

Maia não gostou da decisão do presidente Temer, mas disse que vai colocar a MP em apreciação:

“Óbvio que vou pautar o acordo que o presidente fez com o Senado, mas não acho justo; encaminhar por MP enfraquece a lei que foi sancionada.

Opinião do blog –  A reforma trabalhista somente foi aprovada pela Câmara e confirmada pelo Senado, em razão do presidente Michel Temer ter enviado uma carta, concordando claramente que, através de MP, faria ajustes no texto, todos eles “acertados” previamente com os parlamentares.

Inclusive, Temer autorizou o líder do governo e relator da reforma trabalhista na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador Romero Jucá (PMDB-RR), a negociar essas mudanças.

Palavra de Presidente deve ser palavra dada e não palavra mudada por pressões.

No Congresso cumprir acordo é sagrado!

Agora, o deputado Rodrigo Maia ameaça prestar um grande “desserviço” ao governo, ao manifestar total intransigência na apreciação da MP, que fará com que o governo cumpra a sua palavra no Congresso.

Ele alega que enfraquece a lei sancionada.

Se prevalecer esse raciocínio, toda leia em vigor não poderá ser alterada.

A propósito desse acordo no Congresso, o “blog” publicou a postagem “Por acordo com senadores, reforma trabalhista deve ser alterada no Planalto”.

ACESSE E LEIA ESSA POSTAGEM:

http://bit.ly/2z0Z9cD

O editor insiste: o governo Temer tem sido o grande “colaborador” no retorno de Lula ao poder, caso ele possa ser candidato.

Essa “ajuda” à Lula se manifesta nas “dosagens exageradas” das mudanças, que mesmo necessárias, provocam impactos sociais desfavoráveis e comprometedores, sobretudo em relação à classe média, servidores, pequenos e médios empresários, assalariados, aposentados e trabalhadores, todos chamados para “pagar o pato”.

Temer “abriu os braços” e foi engolido, em certas ocasiões, pela ganância do mercado, impondo para tudo e para todos as “leis da oferta e da procura”, transformando o seu governo em “rua de mão única”.

Vamos ver se nesse particular do acordo nas mudanças da CLT, o governo cumpre o que prometeu e “descomprime” os impactos sociais negativos causados pela nova legislação.

Descomprimir” não significará anular, ou enfraquecer às mudanças trabalhistas.

Elas foram necessárias.

Apenas, a dosagem usada, com mais de 100 alterações, foi altamente exagerada e transformaram o governo “numa rua de mão única”.

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