“Socialismo moreno” de Chávez e as “loucuras” de Maduro levam Venezuela ao caos

Míriam Leitão

A situação dramática da Venezuela é medida por vários indicadores.

Um deles é o índice de escassez, que está em 50%.

A cada dois produtos, um está em falta, de acordo com a consultoria Econometrica, de Caracas.

Dona de uma das maiores reservas de petróleo do planeta, a Venezuela vive uma crise de abastecimento.

A conta do populismo, de esquerda ou de direita, sempre chega.

Nessa semana, as três grandes agências de classificação de risco consideraram o país em default seletivo.

Faltam remédios e comida.

E a tendência é piorar.

No caso de os credores confirmarem o calote, eles poderão exigir as garantias.

Navios da estatal petroleira PDVSA em águas internacionais poderão ser tomados, parte das refinarias nos EUA também.

A situação é péssima há décadas.

Mas um calote internacional agravará a crise.

A produção da estatal, responsável por mais de 90% do dinheiro que entra no país, está no menor nível em 28 anos.

Se a perda de ativos se confirmar, o desabastecimento vai piorar.

A preocupação cresce também no Brasil.

O país é credor e está recebendo os refugiados econômicos na fronteira, gente que empobreceu.

Opinião do blogDefinitivamente, a Venezuela sucumbiu.

O abalo em toda economia teve início com a morte de Chávez, em março de 2013.

Desde que assumiu o poder, Maduro colabora para o caos.

Alguns exemplos dos métodos populistas, que caracterizam o desgoverno venezuelano:

  1. O valor real da moeda venezuelana no mercado paralelo já é de apenas 1% de seu valor teórico pelo câmbio oficial.
  2. Quarta, quinta e sexta-feira não há trabalho no setor público à exceção daquelas tarefas que são fundamentais, que são necessárias. Tudo isso a pretexto de poupar energia.
  3. A Venezuela não tem mais dinheiro, nem para produzir mais dinheiro.
  4. O vive a pior crise de falta d’água de sua história. A culpa está na falta de manutenção e de investimentos do governo.
  5. A crise hídrica, a falta de remédios e a escassez de produtos básicos de higiene levaram a Venezuela a testemunhar uma explosão de doenças como sarna, diarreia, malária e disenteria
  6. Como 60% da eletricidade usada na Venezuela depende da água, a crise de energia é uma consequência inevitável da crise hídrica.
  7. Maduro para conter o colapso do setor, Maduro autorizou até a redução no uso de secadores de cabelo.
  8. Falta papel higiênico e o governo autorizou a ocupação de uma fábrica desse produto, com o uso maciço de força militar, visando garantir uma “distribuição justa” dos estoques disponíveis.  Parece cômico, mas é imensamente trágico.
  9. Maduro autorizou as forças armadas, por ele manipuladas, a ocupar lojas de eletro domésticos e confiscasse todos os bens com o intuito de vendê-los a “um preço justo”.

Todo esse cenário de hoje tem causas na implantação do “socialismo moreno” de Chávez, que chegou à receber aplausos da mídia internacional.

Durante anos, a Venezuela manteve um volumoso programa de gastos sociais combinado com controles de preços e salários e com um mercado de trabalho extremamente rígido, além de manter, como política externa, uma agressiva estratégia de ajuda internacional voltada majoritariamente para Cuba.

Todo este insano castelo de areia conseguiu se manter solvente por um bom tempo unicamente por causa das receitas do petróleo.

Caindo o preço do petróleo, a Venezuela desmoronou, até hoje.

Não se sabe para onde caminhará o país amanhã!

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