Não são só políticos! Presidente da FIESP, autor da campanha “quem paga o pato”, investigado em SP

O presidente da FIESP (Federação das Indústrias de São Paulo) tem se revelado agressivo opositor das ações do Estado brasileiro, pregando abertamente uma redução do tamanho estatal, que equivale a sua extinção.

A tese do Sr. Skaf é reduzir drasticamente impostos, fechar serviços públicos e colocar a economia sob o único controle das forças do mercado (oferta e procura).

O Sr. Skaf é na verdade um político militante, que usa a linguagem de destruir a classe política e ao mesmo tempo usa a FIESP em seu proselitismo.

Já foi candidato a governador e se prepara para disputa de cargo eletivo em 2018.

Ele veste a roupa do novo na política.

Nega-se a ser chamado de político e enfatiza ser empresário que dá empregos.

O Sr. Skaf lançou a campanha com o símbolo do “pato”, que usa o slogan do empresário “sempre pagar o pato”, na medida em que recolhe impostos ao estado.

Em alguns protestos recentes na avenida paulista, segundo o jornal VALOR, o Sr. Skaf, através da FIESP, chegou a servir filé mignon aos participantes das passeatas.

De onde vinha o dinheiro?

Seria de empresários desejosos de participação na política?

Se fosse, nada mais legítimo.

Mas, agora o Estado de São Paulo desvenda tudo, ao publicar na edição on line de hoje, 22:

A Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo (PRE-SP) instaurou procedimento preparatório eleitoral para apurar se Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), estaria se utilizando da propaganda do chamado Sistema S (FIESP, SESI e SENAI) para expor sua imagem de eventual pré-candidato, em desrespeito à legislação eleitoral.

A FIESP, que é financiada em parte com recursos públicos do Sistema S, recebeu em 2016 cerca de R$ 20 milhões em Contribuição Sindical Patronal, tudo sob a forma de imposto e contribuições sociais arrecadadas pelo governo.

Se for para reduzir impostos e “não pagar o pato”, por que não começar por aí?

Seria o caso de dizer: “Chega de pagar o pato”.

O procedimento instaurado destina-se a apurar a eventual materialidade de ilícito eleitoral, considerando a exposição que o presidente da FIESP, Sr. Skaf, provável candidato ao governo do Estado de São Paulo nas próximas eleições, teria tido nos últimos meses, por meio da propaganda institucional do Sistema S.

Aliás, observe-se que o Sistema S é eficiente e presta serviços reais à economia.

Deve ser preservado e até privatizado.

Porém, não se justifica ser mantido por contribuições e tributos, com fiscalização simbólica do TCU.

Se é hora da transparência, o SISTEMA S deveria começar a dá exemplo.

Tudo para evitar abusos, como os que estão sendo denunciados contra o Sr. Skaf, agora acusado pela Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo, segundo o Estado.

A FIESP deverá divulgar nota explicativa desses fatos, nos próximos dias.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s