Para não cometer os erros da reforma trabalhista, governo agirá por etapas na previdência

Se a nova versão da reforma da Previdência, que o governo tenta aprovar no Congresso, já estivesse em vigor, não teria provocado mudança para cerca de dois terços (65,4%) dos beneficiários.

O cálculo foi feito pelo consultor do Senado, Pedro Nery, com dados de perfil de quem já está aposentado ou recebe outro benefício.

Os principais afetados seriam servidores federais e homens que se aposentam por tempo de contribuição no INSS, sem precisar de idade mínima.

Opinião do blog – Melhor que seja assim.

Reforma por etapas.

A dosagem exagerada do remédio provoca efeitos contrários.

É o que acontece com a reforma trabalhista, que alterou mais de 100 artigos da CLT, quando seria necessário apenas consagrar no país o princípio de que “o negociado prevalece diante do legislado”.

Só isso, já colocaria o Brasil na linha da OIT  e iniciaria a modernização, por etapas, das nossas regras trabalhistas.

A excessiva alteração de artigos da CLT provocará inevitável debate judicial, que, com certeza, prejudicará a eficácia imediata das mudanças.

A reforma previdenciária é  a mais urgente das reformas e até mesmo do que o teto de gastos públicos.

Ao reduzir o texto da reforma para viabilizá-la no Congresso, o governo faz o que deveria ter feito há tempo.

A hora é de concretizar o possível.

Os pontos previdenciários mais controversos devem ser discutidos com a sociedade na eleição de 2018.

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