Artigo de Ney Lopes na “Tribuna do Norte” com a pergunta: “Por que o RN só anda para trás?”

Artigo de Ney Lopes publicado hoje, 29, no jornal “Tribuna do Norte”, editado em Natal, RN.

Cerca de 300 dias das eleições presidenciais de 2018, nuvens sombrias anunciam possível radicalização do pleito.

De um lado, ex-presidente Lula condenado e processado na justiça. De outro, Bolsonaro, um militar de direita, já julgado pelo Superior Tribunal Militar (STM), acusado de transgressão grave ao Regulamento Disciplinar do Exército (RDE).

Embora em posições ideológicas opostas, Lula e Bolsonaro têm o mesmo potencial de atrair os mesmos eleitores, principalmente os jovens.

Datafolha publicou pesquisa na qual Bolsonaro tem seus melhores índices (24%) entre pessoas na faixa etária dos 16 aos 24 anos.

O mesmo ocorre com Lula (38%).

Sem Lula na disputa, a preferência por Bolsonaro subiria para 27%.

Surgiu o apresentador de TV Luciano Huck, criador do bordão “loucura, loucura, loucura”, que declarou não ser candidato.

Será verdade? 

Ou estratégia para voltar depois e o país ser lançado nesse “caldeirão”?

Quadro igualmente desesperador no RN. Pela primeira vez há menos de um ano do pleito não há candidatos para as eleições majoritárias.  Até os prognósticos são difíceis.

A questão não é a ausência do que apelidam do “novo”, porque na política há velhos rejuvenescidos e “novos” que já nascem velhos.

O fundamental resume-se em nomes confiáveis, “ficha limpa”, com espírito público, vocação política, sem a exigência de idade biológica, ou o fato de ter ou não militância partidária.

A referência à necessidade de políticos, evidentemente não inclui aqueles chamuscados pela corrupção, revelada na Lava Jato e operações semelhantes.

Mas sim a política como arte de gerir o Estado, através de ideias inovadoras, preservação das liberdades, que se oponham às tendências autoritárias, de quem só acredite na intolerância, na força bruta, nas práticas antidemocráticas e desumanas.

Nesse contexto algumas indagações pairam no ar.

Por que os estados do Ceará e Paraíba, vizinhos do RN, que enfrentaram historicamente os mesmos problemas socioeconômicos, dão demonstração de crescimento e progresso?

O Diário do Nordeste divulga que 12 empresas neste ano de 2017, se instalarão no Ceará e 34 estão na fase final de habilitação dos seus projetos, totalizando investimento de R$ 1.7 bilhão de reais, nos setores de alimentação, iluminação, cabeamento ótico e elétrico, energia renovável, calçados, metalmecânico e químico.

A empresa alemã FRAPORT, que explorará o aeroporto de Fortaleza e o hub aéreo da Air France, KLM e Gol, lideram as iniciativas inovadoras.

O Ceará acelera os preparativos para a sua área de livre comércio.

Mesmo com a luta histórica do autor deste artigo a favor da nossa área de livre comércio, os governos se omitiram e o “grande Natal” “passa batido”, quando é o local geográfico estratégico ideal nas Américas, próximo da Europa, África e do Canal do Panamá, para implantação de um polo exportador e turístico.

Ao invés desses caminhos de estabilização econômica, os sonhos do RN se limitam a mendigar rubricas no Orçamento da União, ou dinheiro emprestado. Prevalece a “mesmice”.

Se todos esses avanços aconteceram nos Estados que fazem fronteira com o nosso, por que aqui o erário está falido, o desemprego aumenta, as empresas se afastam e não há novos investimentos privados e públicos.

Por que o RN só “anda para trás”?

Por quê?

Um pensamento sobre “Artigo de Ney Lopes na “Tribuna do Norte” com a pergunta: “Por que o RN só anda para trás?”

  1. Boa provocação! A resposta à pergunta é de grande complexidade. Mas os candidatos ao governo do RN em 2018 não poderão fugir desse mister. E devem ser minimamente credíveis. Não vale esperar o período oficial de campanha para comprar respostas convenientes de alguma consultoria, agregar a elas uma fantasia TB contratada por algum marqueteiro e depois veicula-las com musiquinha e frases comoventes no HGPE.
    Nesse momento, parece, tão crucial quanto renovar as elites no comando do RN é conseguir visualizar alguma outra efetivamente capaz de diagnosticar entraves e deficiências e propor, com audácia e criatividade, ações e medidas capazes de tirar o elefante do atoleiro.
    Penso que uma boa medida para fomentar o processo de debate e enfrentamento do problema consiste exatamente em antecipar o debate sobre esse problema. Sem medos e sem amarras.
    As articulações para a competição pelo poder já estão engatadas. É preciso engatar a competição de ideias, propostas e projetos para o RN. Antecipar o processo de formulação de uma agenda séria e responsável.
    E essa ação é melhor que venha com a participação da sociedade porque os poderes constituídos, sabemos, têm já uma agenda bem clara: assegurar sobrevivência de status e privilégios.
    Imprescindível também para isso é a existência de uma imprensa ‘livre’, ou melhor, sistemas de comunicação competitivos…
    Ninguém, nenhum grupo deveria chegar ao comando do RN em situação de desconhecimento da realidade do estado.
    …pior do está não pode ficar….Há algum tempo esta máxima servia de orientação nos nossos processos de tomada de decisão. Hoje não, tal máxima ou ditado não nos assegura mais possibilidade de acerto. Hoje os fatos nos indicam que é mais prudente ponderar decisões com base numa outra referência: …o que está ruim sempre pode piorar…
    Com a palavra, os futuros candidatos a candidato: ….

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