“Blog” analisa para onde caminha Lula e as suas chances de eleger-se Presidente da República

Do editor

Os números da postagem com a pesquisa abaixo publicada mostram os índices da pesquisa de ontem, 2, da Data Folha.

Cabem algumas análises e interpretações dos números, que não revelam fatos consumados, mas apenas tendências.

DRAMA DE LULA E DO PT

Embora com Lula liderando em todos os cenários, o PT vive triplo drama político.

Primeiro, a incerteza se Lula será atropelado pela justiça e terá que deixar a disputa.

Segundo, as pesquisas revelam Lula à frente, porém com os adversários ainda não definidos. Os que aparecem “consolidados no cenário como candidatos são apenas ele e Bolsonaro.

Terceiro, Lula não chega aos 40%. Tal índice cria a dúvida: será que na campanha ele crescerá , ou cairá?

AS DORES DE CABEÇA DO PT

Uma retrospectiva na história do Partido dos Trabalhadores mostra que o sucesso alcançado em 2002, somente se tornou realidade por ter conquistado a classe média.

De 2013 para cá o PT tem aumentando o seu desgaste na classe média, com os juros e o desemprego aumentando.

Sem rumo, o PT apelou até para receitas neoliberais, com Joaquim Levy, indicado pelo BRADESCO, para o Ministério da Fazenda.

Nunca um governo prestigiou tanto o empresariado, quanto Lula e Dilma.

A desoneração da previdência é a prova disso.

Mais de R$ 500 bi (três vezes o déficit da previdência) foram “doados de mão beijada” às empresas, com a renuncia fiscal, sob o argumento de combate ao desemprego.

No final, o desemprego aumentou.

Os Bancos viveram os seus momentos de glória.

O PT pareceu Robin Hood, o herói mítico inglês, que se aproximava dos ricos, para distribuir com os pobres.

Por fim, os ricos beneficiados deram às costas, sobretudo a Lula, e uma parcela dos pobres ainda lhe guarda solidariedade, daí a liderança nas pesquisas.

Trocando em miúdos, nada deu certo para o PT e o impeachment chegou com o afastamento de Dilma.

CLASSE MÉDIA, DIREITA E ESQUERDA

Para crescer eleitoralmente e sair do patamar de menos de 40% nas pesquisas (liderança construída entre os segmentos de baixa renda do país), Lula e o PT precisam construir “reconciliações” difíceis.

Se não conseguir concretizar essas reconciliações, fatalmente o lulismo e o trabalhismo se limitarão a sucessos pontuais nas eleições proporcionais de 2018, mas não chegarão à presidência da república, nem a governos estaduais, salvo exceções raríssimas, em coligações.

A reaproximação com a classe média exigirá explicações pela realização das alianças corruptas, principalmente com o PMDB e reconhecimento dos desacertos políticos do governo de Dilma.

Já com a esquerda o PT terá mais dificuldades.

Não será suficiente apenas um pedido de desculpas formal.

A esquerda exigirá novos comportamentos do sistema político com a direita e o capitalismo.

Será exigido, por exemplo, um programa prioritário a favor da educação pública, como forma de retorno dos impostos pagos e que torne possível aos mais pobres sonharem com melhoria de vida.

Para isso, será necessário aumentar impostos, ao invés de sacrificar os trabalhadores, servidores públicos e assalariados em geral.

COBERTOR CURTO

Tornou-se impossível, o PT agir como agiu em 2002, quando acenou para os empresários capitalistas, oferecendo-lhes a certeza de que os incentivos, isenções e dinheiro fácil iriam continuar.

Naquela época, o ciclo das commodities em alta de preço no mercado externo deram o suporte necessário para essas dádivas com dinheiro público.

Agora, em 2018, o cobertor ficou curto e a história é outra.

Não há dinheiro disponível para agradar todo mundo.

Ou o governo atua com prioridades sociais e econômicas, ou opta para favorecer exclusivamente o mercado, como Temer vem fazendo.

LULA RESISTIRÁ?

Desde a redemocratização, Lula só não foi candidato em 2010 e 2014.

Em 2018 Lula será candidato pela sexta vez.

Ele perde apenas para Harold Stassen, que nos Estados Unidos se candidatou à presidência nove vezes.

Impossível responder se Lula resistirá ou não a uma condenação judicial, que pode ocorrer até durante a campanha, sendo obrigado a afastar-se.

Bastará uma decisão colegiada para consumar o afastamento de Lula pela lei da ficha limpa.

Se a condenação for ratificada no colegiado, legalmente ele está fora, mas pode haver recursos.

O PT acredita ser possível mantê-lo na disputa pelo menos até o primeiro turno, se condenado.

Sem dúvida, uma estratégia de alto risco.

LULA, O CONCILIADOR

Em 2002, Lula às margens do rio Acre, em Rio Branco, exclamou para os seus eleitores: “Lulinha não quer briga. Lulinha quer paz e amor“.

Duda Mendonça transformou esse o slogan na síntese de sua campanha.

Em 2018, será absolutamente inviável política e eleitoralmente essa estratégia.

Tributar o grande capital será o caminho inevitável, a começar pelas grandes fortunas e os dividendos.

Sendo obrigado a tais comportamentos, Lula jamais se apresentará como conciliador nacional, a exemplo de 2002.

A conjuntura é outra e ele (bem como o PT) terá também que adotar novas posturas políticas.

Sendo assim, tudo se torna incerto e imprevisível.

Mesmo Lula liderando – como está liderando atualmente – todas as pesquisas aplicadas no país.

Só resta aguardar, mais um pouco!

2018 está chegando.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s