Meirelles não agrediu o PSDB, apenas faltou-lhe paciência diante de farsa e falsidade política

As críticas do ministro Henrique Meirelles (Fazenda) ao PSDB acirraram a crise entre tucanos e o governo Temer (PMDB) às vésperas de nova tentativa para aprovar a reforma da Previdência.

Em entrevista à Folha, Meirelles afirmou que o candidato governista à Presidência em 2018 não será o governador paulista, Geraldo Alckmin.

Também disse que os tucanos tendem hoje a não apoiar a gestão do presidente Michel Temer.

As declarações vieram em meio à discussão sobre a saída do partido da base.

Opinião do blog O sucesso da política econômica será o “trunfo” principal para o ministro Meirelles tornar-se o candidato natural à presidência da república.

Temos dito várias vezes.

Entretanto, para que isso aconteça Meirelles precisa ter “a noção política” do momento certo para lançar-se na luta eleitoral.

Numa reta final de negociações para aprovação da reforma da previdência talvez não fosse o momento certo para Meirelles iniciar a sua pré-campanha.

Entretanto, o que ele disse sobre o PSDB e Alckmin são verdades.

PSDB jamais se aproximará formalmente de Temer, mas também pretende não declarar guerra ao governo.

A estratégia tucana será o “parece mas não é”!

Posição política híbrida é o que deseja o PSDB de agora por diante, sempre acompanhada do”sorriso contido” de Alckmin e sua técnica verbal de deglutir as palavras, somente afirmando, a conta gotas, o que não pensa, mas procura convencer o interlocutor de que fala a verdade

Esse é retrato 3×4 do PSDB.

Meirelles, na verdade, não agrediu o PSDB.

Apenas disse, o que é verdadeiro, ou seja,  Alckmin não deseja ser o candidato de Temer em 2018, nem “torce” pelo sucesso da política econômica do governo

Claro que não deseja, nem torce.

No momento atual, Alckmin quer parecer favorável às mudanças previdenciárias, aparentando ajudar o governo  apenas nos pontos aprovados que lhe convierem eleitoralmente.

O que for assimilável pelo eleitor em 2018, o PSDB dirá que foi obra do seu partido.

Naquilo que for aprovado com “cheiro de impopularidade“, Alckmin como candidato tucano à presidência dirá que foi intransigência de Temer e Meirelles.

Em resumo: Alckmin e o PSDB buscam o “bônus” da reforma para ajudar os “amigos” do mercado.

Nada de “ônus”.

No episódio das declarações à imprensa não faltou habilidade ao Ministro Henrique Meirelles, diante desse jogo indecifrável do PSDB.

Faltou, apenas, um pouco de paciência, diante de tanta farsa e falsidade.

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